Dilma nega saída de ministro e debate medidas para 2ªF

Diante dos sucessivos rumores sobre mudanças em sua equipe ministerial, a presidente Dilma Rousseff divulgou hoje (6) uma nota para desmentir que promoverá trocas no governo, nos próximos dias. "Não procedem as especulações de mudanças ministeriais. O que espero de meus ministros é empenho na realização dos cinco pactos firmados com os governadores e prefeitos de capital", escreveu ela, em nota publicada no Blog do Planalto.

ERICH DECAT E DÉBORA BERGAMASCO, Agência Estado

06 de julho de 2013 | 18h21

Na prática, o que está deixando Dilma cada vez mais irritada são os boatos sobre trocas na equipe econômica num momento de inflação em alta e de desconfiança do mercado sobre os compromissos do governo com a política fiscal.

A base aliada e integrantes do próprio PT cobram a substituição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e também do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Não é só: em todas as reuniões, parlamentares e dirigentes do PT se queixam do descompasso na articulação política do Planalto e reclamam da comunicação do governo.

Dilma se reuniu hoje (6) com parte de sua equipe, no Palácio da Alvorada. As reuniões secretas de ministros com Dilma, no fim de semana, já viraram rotina no governo e nunca constam da agenda oficial.

No encontro de hoje (6), que durou quatro horas, houve uma avaliação do quadro político e das medidas a serem anunciadas na próxima semana, como o "Pacto Nacional pela Saúde - Mais Hospitais, Mais Médicos, Mais Formação". A cerimônia ocorrerá na segunda-feira e contará com a participação de governadores e prefeitos de vários partidos.

Na nota que postou no Blog do Planalto, Dilma disse esperar comprometimento de todo o Executivo com a responsabilidade fiscal, a reforma política com plebiscito, a melhoria nos serviços públicos de saúde, o pacto nacional da mobilidade urbana e a destinação dos royalties do petróleo para educação.

"Dos meus ministros quero determinação para manter o Brasil no caminho do crescimento, da inclusão social, da geração de emprego e renda e da estabilidade econômica", insistiu Dilma.

A nota foi ditada pela presidente à sua assessoria quando ela estava no Alvorada, em reunião com os ministros Aloizio Mercadante (Educação), José Eduardo Cardozo (Justiça), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Pimentel (Desenvolvimento Industrial) e Alexandre Padilha (Saúde). Amigo de Dilma, o jornalista Franklin Martins, que comandou a Secretaria de Comunicação Social no governo Lula, também participou do encontro.

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