Dilma nega que tenha levado recado de Lula a Sarney

Ministra-chefe da Casa Civil disse que atendeu senador porque o presidente estava no exterior

Leonencio Nossa, da Agência Estado, e Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo ,

03 de julho de 2009 | 14h09

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, relatou na tarde desta sexta-feira, 3, que na noite da última terça-feira recebeu em sua casa, no Lago Sul, o presidente do Senado, José Sarney, que tinha pedido o encontro uma hora antes. Ela fez questão de ressaltar que Sarney a procurou, porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no exterior.

 

Veja também:

linkNão concordo em demonizar Sarney, defende Dilma

especialESPECIAL MULTIMÍDIA: Entenda os atos secretos e confira as análises

trailer Galeria: vista aérea da casa particular de José Sarney na Península dos Ministros 

lista Confira a lista dos 663 atos secretos do Senado

documento Leia a íntegra da defesa do presidente do Senado

lista O ESTADO DE S. PAULO: Senado acumula mais de 300 atos secretos

lista O ESTADO DE S. PAULO: Neto de Sarney agencia crédito no Senado 

 

Na conversa, que foi acompanhada pelo chefe da gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, a ministra pediu que Sarney, antes de tomar qualquer decisão sobre possível afastamento do cargo, aguardasse a volta do presidente Lula. "Eu não tinha nenhum recado do presidente Lula para o presidente Sarney e apenas fiz uma ponderação cautelosa", afirmou Dilma, referindo-se a notícias de que ela teria sido porta-voz do presidente para recomendar cautela a Sarney.

 

A ministra negou também que o encontro teria ocorrido na casa de Sarney, como chegou a ser anunciado. Mais cedo, Dilma disse que todas as irregularidades apontadas contra Sarney devem ser investigadas, mas que o presidente do Senado não deve ser responsabilizado por toda a crise na Casa. "Acho que nada deve ser ocultado. O governo não defende ocultação de nada. Por outro lado, não concordo em demonizar o presidente Sarney e responsabilizá-lo por toda a crise", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.