Dilma nega planos de ajuste fiscal caso seja eleita

Segundo a candidata, este tipo de coisa não se planeja, mas se faz somente quando for necessário

João Domingos, da Agência Estado

24 de agosto de 2010 | 14h18

BRASÍLIA - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, negou nesta terça-feira, 24, que vá fazer ajuste fiscal, caso seja eleita. Segundo ela, ajuste fiscal não se planeja, ele é feito quando necessário. Dilma disse que não há motivo para fazer ajuste fiscal no Brasil porque o País está crescendo, a inflação está sob controle, a relação entre dívida e PIB está em queda e as reservas internacionais são grandes.

Após gravação de programa para TV, em Brasília, a candidata petista disse que, se eleita, vai propor ao Congresso uma reforma tributária conjugada com reformas estruturais. Segundo ela, não dá mais para manter a tributação do jeito que é, em cima de investimentos e da folha de salário. Ela defendeu o fim da guerra fiscal, que, segundo ela, prejudica a produção e beneficia a importação.

Dilma disse ainda que, no seu possível governo, não será gasto um tostão com despesa desnecessária. A candidata prometeu vigiar todos os gastos públicos. Ela disse também que procurará sempre uma composição entre técnicos e políticos para nomear para a equipe de governo. Para ela, não basta um nome apenas técnico, porque é preciso ter jogo de cintura, e o político também tem que ser técnico para atender às exigências técnicas do cargo.

Dilma viajará esta tarde para Campo Grande (MS), onde participa de comício eleitoral, ao lado do presidente Lula.

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