Dilma nega mudança radical e rejeita controle da mídia

Empenhada em desfazer a imagem de que dará uma guinada à esquerda no governo se vencer a eleição, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse ontem que é "rigorosamente contrária" ao controle de conteúdo da mídia e mostrou disposição para enquadrar as alas radicais do partido. Em entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, a petista pregou a liberdade de expressão e o direito à crítica. "É inadmissível a censura à imprensa", afirmou. "O único controle que admito é o controle remoto, na mão do telespectador, porque ele muda de canal."

AE, Agência Estado

22 Julho 2010 | 09h39

A candidata fez a comparação em tom bem humorado ao ser lembrada sobre as propostas preparadas pelo PT para seu programa de governo, sugerindo o combate ao monopólio e o controle social dos meios de comunicação. A plataforma chegou a ser apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas diante da repercussão negativa esse e outros trechos polêmicos acabaram retirados do documento.

Sem citar nominalmente o candidato do PSDB, José Serra, Dilma deu várias estocadas indiretas no adversário e disse que há pessoas tentando explorar "temores obscuros" em relação a um novo governo do PT. Ao ser questionada se conseguirá dominar as tendências mais à esquerda no mosaico ideológico do petismo, caso chegue ao Palácio do Planalto, ela afirmou que não alimenta essa preocupação. "O poder de um governo é descomunal em relação a um partido", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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