Dilma nega existência de dossiê interno no PT

Candidata ficou irritada com perguntas sobre caso envolvendo filha do ministro da Fazenda

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

02 de agosto de 2010 | 17h14

RIO - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, respondeu com irritação às perguntas de jornalistas nesta segunda-feira, 2, no Rio de Janeiro. Ela foi questionada sobre a existência de um dossiê, que teria sido produzido por integrantes do PT contendo denúncias contra o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Dossiê? Eu não vi nenhum dossiê. Eu sei que existe uma carta anônima. E carta anônima é carta anônima, não é dossiê", afirmou.

Dilma disse ainda que "manterá o nível alto nos debates com seus adversários à corrida presidencial, em especial com o candidato pelo PSDB, José Serra". Na análise da candidata, é preciso colocar questões de interesse público nos momentos de debate, tratando de temas como educação, segurança e saúde pública. "Vou tentar discutir estas ideias", disse.

Esporte. Dilma compareceu ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), onde assistiu à apresentação do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas. Durante discurso, a candidata destacou os avanços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esporte, lembrando que foi Lula quem criou o Ministério dos Esportes em 2003. "O Brasil de hoje, em 2010, é muito diferente daquele País em 2002, nos quesitos desemprego e desigualdade social", disse.

Ela aproveitou para rebater críticas de adversários políticos que duvidam do planejamento do governo para a realização da Olimpíada em 2016. "Não acho que esporte seja baratinho e nem tampouco acho que esporte seja feito com pouco dinheiro", disse, completando em seguida que o País na gestão de Lula "é capaz de fazer metrô e trem de alta velocidade". "Acabou a época do Brasil pensar pequeno e realizar coisas pequenas. Agora a gente pensa elevado e busca realizar mais", disse.

O encontro no COB teve a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, além do governador Sérgio Cabral. Dilma falou de seus planos de incentivo ao esporte para uma plateia de cerca de 200 pessoas entre políticos, como o senador Marcelo Crivella (PRB), e o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias, e esportistas.

Violência em SP. Dilma classificou como "lamentável" os atentados ocorridos contra os policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em São Paulo neste final de semana. Ela preferiu não tecer comentários sobre os possíveis autores do ataque e apenas se limitou a lembrar que os jornais aventam a hipótese de autoria da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A candidata aproveitou o tema para elogiar a política de segurança pública integrada do Rio de Janeiro. Ela comentou que o governador do Estado, Sérgio Cabral, está conseguindo resultados eficazes com a instalação das chamadas Unidades de Policias Pacificadores (UPPs) em comunidades carentes no Estado alvos de operações de tráfico de drogas. Na análise de Dilma, a postura de Cabral combina dois tipos diferentes de ações: uma de função policial e a outra de cunho social.

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