Fernando Bizerra Jr/Efe
Fernando Bizerra Jr/Efe

Dilma nega campanha eleitoral antecipada e critica governo FHC

Durante evento em Brasília, presidente diz não ter interesse em antecipar eleição e comparou o Minha Casa ao antigo BNH, criado durante a ditadura militar

Rafael Moraes Moura e Tânia Monteiro, atualizado às 16h01

23 Abril 2013 | 13h50

Em mais um ataque à oposição, a presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, 23, que não havia programa do porte do Minha Casa Minha Vida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O comentário foi feito a jornalistas após cerimônia de abertura da exposição de Carlinhos Brown no Palácio do Planalto.

"Eu tenho acompanhado as realizações do Minha Casa Minha Vida porque, meu querido, eu fiz este programa desde o início. Na época do presidente Fernando Henrique, não houve um programa deste porte. A última vez que houve um programa deste porte foi no BNH (Banco Nacional de Habitação, extinto por decreto em 1986). Do BNH pra cá, você não teve nenhum programa maciço de criação de casas populares, de construção de casas populares", afirmou a presidente.

"No governo passado, não se podia, talvez pela crise do Estado, talvez por convicção, não se cogitava em fazer subsídios. Não há como fechar a conta, se você ganha até R$ 1.600, não há como você sustentar sua família de três filhos e pagar uma casa que custa 75 mil reais em algumas cidades, um apartamento de dois quartos, sala e cozinha", prosseguiu.

Durante a entrevista, a presidente negou que esteja em campanha eleitoral. Neste ano, Dilma intensificou sua agenda pelo Nordeste, em um movimento para se contrapor à crescente influência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), provável candidato à Presidência em 2014. Na semana passada, a presidente também viajou para cidades mineiras, reduto eleitoral do senador Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à Presidência.

"Não estou em campanha, porque eu tenho obrigação durante 24 horas por dia de dirigir o Brasil. É impossível qualquer desvio dessa rota, talvez a única pessoa que não tem interesse nenhum em discutir o processo eleitoral na metade do seu governo seja eu", afirmou.

Caxirolas. Em uma cerimônia marcada pela informalidade, quebra de protocolo e o som das caxirolas, Dilma abriu nesta terça-feira a exposição "O olhar que ouve", que reúne pinturas e instalações do artista baiano Carlinhos Brown. A mostra fica aberta para o público até o dia 26 de maio no andar térreo do Palácio do Planalto. A entrada é franca.

Mais conteúdo sobre:
Dilmaeleições 2014

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.