Dilma não vê sentido em ligar reforma à redução de MPs

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que não vê sentido em vincular a discussão da reforma tributária à redução do envio de medidas provisórias pelo Executivo ao Congresso. A proposta de reduzir o número de MPs foi apresentada hoje pelo líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Acho até que pode reduzir o envio de medidas provisórias, mas não vejo sentido em vincular uma coisa a outra", disse a ministra após participar da reunião mensal da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que discutiu as medidas do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC).Segundo a ministra, a reforma tributária é importante para a União, Estados, municípios e para a iniciativa privada. "Tanto o governo como a oposição têm responsabilidade quanto ao cenário de crescimento e a reforma tributária é essencial para a evolução do quadro macroeconômico", disse. A ministra afirmou que, com o rearranjo proposto pelo governo, haverá mais possibilidade de investimento do setor privado. "A validade da reforma tributária não diz respeito a um governo. Diz respeito a todos os que estão interessados no crescimento do País", afirmou. A ministra disse que não tinha conhecimento da proposta da oposição sobre a redução do ritmo de edição de MPs, e afirmou que o governo sempre foi sensível às ponderações feitas sistematicamente pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). "A reforma tributária tem importância por si só", comentou.Ao ser questionada se acredita na aprovação da proposta ainda neste ano, Dilma Rousseff respondeu: "É importante aprovar; isso será possível se todos focarmos no interesse do País".

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