Dilma não vê elo entre fraudes na Petrobras e doações ao PT

Ministra diz que empresas investigadas fizeram doações também a outros partidos

Kelly Lima, da Agência Estado

13 de julho de 2007 | 15h46

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, descartou a interligação entre as denúncias na Petrobras e doações das empresas envolvidas para o PT. "As empresas não doaram somente para o PT, mas para outros partidos também", disse a ministra, em entrevista após participar de solenidade do lançamento da mistura de 5% de biocombustível no óleo diesel, que será usada em 436 ônibus que transportarão atletas durante os Jogos Pan-Americanos no Rio. Ainda segundo a ministra, as investigações da Polícia Federal deflagradas a partir da Operação Águas Profundas, que encontrou indícios de corrupção na Petrobras, demonstram "um aperfeiçoamento do sistema". "Assim como não existe pessoa alguma acima de qualquer suspeita, também não existe uma empresa acima de qualquer suspeita. Não estamos falando de uma empresa com alto grau de obscuridade, e sim de uma das mais transparentes do País", disse a ministra, ressaltando que "há um fortalecimento das instituições do governo". "Isso deixa claro para a sociedade que não há mais impunidade. Acho que no Brasil vivemos em uma época diferente hoje. Uma época em que as coisas que estavam debaixo do tapete estão sendo colocadas a público", disse.Ainda em entrevista, ao ser indagada sobre a denúncia do TCU a respeito de superfaturamento nas plataformas P-51 e P-52, a ministra lembrou que "é preciso muito cuidado com essas declarações". "O TCU tem papel importante no fortalecimento institucional, mas quando uma avaliação desse tipo é identificada, abre-se um processo e a Petrobras necessariamente vai responder a ele", disse. A ministra ponderou também que houve um aumento nos custos do setor de petróleo durante o período de construção das duas plataformas e que essa "pressão altista" tem que ser considerada nas avaliações.

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