Dilma: Não pretendo fazer carta nenhuma, tenho palavra

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) voltou a afirmar que não pretende fazer nenhuma carta de intenções que explicite compromissos como o controle da inflação e o combate à corrupção. Ontem, ela disse que não faria sinalizações ao mercado financeiro - na campanha de 2002, Lula fez a Carta ao Povo Brasileiro para acalmar os investidores.

CARLA ARAÚJO, Estadão Conteúdo

14 de outubro de 2014 | 20h52

"Não pretendo fazer carta de intenção nenhuma. Tenho palavra, sou presidente da República. Todos que me conhecem sabem que o que eu falo, eu luto para cumprir. No caso específico da corrupção, acredito que o Brasil tem que resolver esse problema institucionalmente", disse, reafirmando a criação dos cinco pontos apresentados durante a campanha para tentar combater a corrupção, como aquele que transforma a prática de caixa 2 em crime eleitoral. "É fundamental discutirmos a impunidade."

Pesquisas

Como de costume, Dilma preferiu não comentar as recentes pesquisas de intenção de votos em que aparece tecnicamente empatada com o candidato tucano Aécio Neves. "Eu nunca comentei pesquisa na minha vida, nem quando sobe, nem quando desce, nem quando fica estável", disse. Segundo a presidente, as pesquisas são importantes, mas são apenas "amostras". "E como toda amostra, as coisas mudam, mudam hoje, mudam amanhã, mudam na véspera da eleição. Pode ser que não capte tudo, então vamos esperar", afirmou.

Citando o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), Dilma lembrou que o petista sempre minimizou pesquisas e acertou palpites contrários aos levantamentos em 2006 e 2010. "Fiquei extremamente impactada pelo ''Data Wagner''", brincou. No fim da coletiva, Dilma chamou o governador e brincou falando sobre suas pesquisas. Questionado sobre seu palpite para a eleição presidencial deste ano, Wagner disse acreditar que Dilma vencerá com 51% dos votos, contra 49% de Aécio. Sobre o fato de ser uma disputa "apertada", ele respondeu: "Assim é mais gostoso".

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