'Dilma não precisa treinamento para saber de Saúde, diz Dirceu

Para dirigente petista, pré-candidata tem 'vocação para saber o que está acontecendo em todos os ministérios'

Rodrigo Alvares, do estadao.com.br,

23 Fevereiro 2010 | 18h40

Questionado a respeito das críticas feitas por petistas ligados ao setor da saúde durante reunião no 4º Congresso Nacional do PT, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP) declarou nesta terça-feira, 23, que a pré-candidata do partido, Dilma Rousseff (PT-RS) "não precisa ser treinada por ninguém". "Ela conhece cada ministério, cada programa desse País", afirmou. A declaração foi feita depois de uma cerimônia comemorativa dos 30 anos do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.

 

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"Eu não concordo com os comentários que foram feitos nesse debate. A Dilma tem uma vocação para saber o que está acontecendo em todos os ministérios", defendeu o dirigente petista.

 

Na última sexta-feira, 19, a reportagem do estadao.com.br flagrou uma reunião em que um grupo de petistas revelou temor pela fragilidade com que Dilma discute a Saúde e pela "vulnerabilidade" como estão entrando no debate eleitoral.

 

A capacidade administrativa da ministra na área foi muito questionada durante o encontro. "O José Temporão (ministro da Saúde) já ficou quatro horas conversando sobre saúde com a Dilma", afirmou uma dos participantes. Dirceu minimizou: "Não tem demérito algum alguém procurar um procurar um especialista. Isso inclusive mostra que ela não é dona da verdade".

 

Para Dirceu, a política de Saúde do governo Lula tem enormes méritos, enquanto que em São Paulo a área teria muitos problemas. O ex-ministro destacou programas, como o Brasil Sorridente, e uma série de ações como o combate á dengue e a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPA). "O Sistema Único de Saúde (SUS) é um fato", disse.

 

Entretanto, Dirceu ressaltou que um dos maiores problemas para o governo no setor passa pela derrubada da CPMF em dezembro de 2007: "Esse foi um erro gravíssimo. Perdemos dezenas de bilhões de reais em arrecadação em plena crise mundial". Questionado sobre outro assunto criticado na reunião, a não regulamentação da Emenda 29 - que define o porcentual que União, Estados e municípios devem destinar à saúde -, Dirceu foi taxativo: "Sou favorável desde que se crie um imposto específico para a área".

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