André Dusek|Estadão
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Dilma não irá participar de interrogatório na Comissão do Impeachment

Presidente afastada será representada pelo seu defensor, o ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo

Tânia Monteiro e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2016 | 13h15

BRASÍLIA - A presidente afastada Dilma Rousseff não irá participar de seu interrogatório na Comissão Especial de Impeachment marcado para a próxima quarta-feira, 6. Segundo fontes próximas à petista, ela será representada pelo seu defensor, o ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. 

Oficialmente, a defesa da presidente só confirmará a ausência de Dilma nesta terça-feira, 5, durante a sessão que ouvirá os peritos do processo na comissão especial. Cardozo já admitia que a "tendência" era que a presidente não comparecesse.

Na sexta-feira, 1º, a Coluna do Estadão adiantou que um dos motivos para Dilma não participar pessoalmente da sessão seria para evitar confrontos com senadores como Magno Malta (PR-ES) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que são agressivos e "não têm papas na língua".

O rito do impeachment, definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), prevê que a presidente seja interrogada nessa fase de instrução probatória do processo. Na época de Collor, o interrogatório seria feito logo após o Senado ter instaurado o processo, mas a ida ao Senado do então presidente não aconteceu, porque ele renunciou antes disso.

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