Dilma: não há monopólio da Petrobras na corrupção

A corrupção não é uma exclusividade da Petrobras. A afirmação foi feita pela presidente Dilma Rousseff antes de retornar da Austrália para o Brasil. Ao lembrar que há outros casos de corrupção no setor corporativo, a presidente citou como exemplo a norte-americana Enron que faliu após a maquiagem de balanço. Em defesa da estatal, Dilma disse que "não se pode condenar a empresa". "O que nós temos de condenar são as pessoas", disse.

FERNANDO NAKAGAWA, Estadão Conteúdo

16 de novembro de 2014 | 08h21

"Não é um monopólio da Petrobras ter processos de corrupção. Eu quero te lembrar que um dos grandes escândalos de corrupção investigados no mundo foi o da Enron. E a Enron era uma empresa privada", disse Dilma em entrevista coletiva no fim da reunião das 20 maiores economias do mundo, o G-20. "A maioria absoluta dos funcionários da Petrobras não é corrupta. Há pessoas que praticaram atos de corrupção dentro da Petrobras", disse.

Para a presidente, "não se pode condenar a empresa". "O que nós temos de condenar são as pessoas. E as pessoas dos dois lados. Dos corruptos e dos corruptores", disse, ao comentar que o fato de corruptos e corruptores estarem atrás das grades "é simbólico para o Brasil".

Questionada sobre o impacto do caso na reforma política ou na possibilidade de perder apoio no Congresso, a presidente negou as duas hipóteses. "Dentro dos nomes cogitados, não há pessoas que podem estar envolvidas", disse, ao comentar que o escândalo já era conhecido e o governo não conhecia apenas os nomes dos envolvidos. "Você há de convir que essa questão da Petrobras já tem certo tempo. Então, nada disso é tão estranho para nós. Nós não sabíamos as pessoas concretas, mas nós sabíamos da investigação", completou.

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