Dida Sampaio/AE
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Dilma não foi omissa com obras dos Transportes, diz diretor afastado

Em audiência no Senado, Luiz Antonio Pagot negou a existência de esquema de corrupção em órgão do ministério e afirma que decisões não eram tomadas isoladamente

Lilian Venturini, do estadão.com.br

12 de julho de 2011 | 14h16

O diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, negou a existência de esquemas de corrupção no órgão, ligado ao Ministério dos Transportes, em audiência realizada em comissões do Senado, nesta terça-feira, 12. Durante as quatro horas de explicações, Pagot afirmou ainda que a presidente Dilma Rousseff "não foi omissa" sobre as obras de responsabilidade do Dnit.

 

"Lá atrás [quando Dilma era ministra do governo Lula], ela já questionou inúmeras vezes a questão do valor das obras. Dilma sempre agiu com veemência, cobrança e determinação. Posso dizer que não foi omissa em momento nenhum", disse Pagot.

 

O diretor, afastado do cargo pela própria presidente após a veiculação de denúncias de irregularidades pela revista 'Veja', evitou responder perguntas sobre as razões de seu afastamento. Além dele, outros três servidores do ministério foram afastados e Alfredo Nascimento pediu demissão do comando da pasta. "Sou nomeado e estou de férias. Se serei exonerado ou se vou continuar, é uma questão que depende da presidente Dilma Rousseff. Tenho consciência tanto das minhas virtudes quanto das minhas falhas", afirmou.

 

Ao contrário do que era esperado, o diretor não fez menções diretas a outros funcionários ou ministros. Em sua fala, afirmou inúmeras vezes que o aumento dos valores das obras são autorizados não apenas pelo Dnit, mas por um colegiado. Segundo ele, as falhas verificadas por órgãos fiscalizadores são corrigidas. "O ilícito [no Dnit] é combatido com veemência, com determinação."

 

Pagot negou também que o atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, tenha feito pedidos ou feito exigências em obras do órgão quando era ministro do Planejamento no governo Lula.

 

Patrimônio. Nas mais de quatro horas de audiência, Pagot demonstrou irritação somente quando questionado sobre as acusações de que teria obstruído o trabalho de órgãos de fiscalização. "O meu sigilo bancário, telefônico, está aberto. O gerente da minha conta está autorizado a entregar todos os meus extratos nos últimos 20 anos. Eu não posso admitir esse assunto de obstrução de Justiça", afirmou.

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