Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Dilma não está raciocinando adequadamente', diz Aécio

Tucano, que também foi citado em delação premiada na Lava Jato, ironiza resposta da presidente sobre acusações do dono da UTC Ricardo Pessoa

Pedro Venceslau e Mateus Coutinho, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2015 | 19h44

São Paulo - O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, ironizou a resposta da presidente Dilma Rousseff às declarações do dono da empreiteira  UTC, Ricardo Pessoa, que em depoimento de delação premiada indicou que a campanha da petista ao Palácio do Planalto teria recebido repasses ilegais de recursos. O tucano também foi citado em delação do doleiro Alberto Youssef, que afirmou que ele dividia propina de uma diretoria de Furnas, estatal do setor elétrico, com o ex-deputado José Janene entre 1996 e 2000

"As novas declarações da presidente Dilma Rousseff, dadas hoje, em NY, atestam o que muitos já vêm percebendo há algum tempo: a presidente da República ou não está raciocinando adequadamente ou acredita que pode continuar a zombar da inteligência dos brasileiros", disse o tucano, que se manifestou por meio de uma nota divulgada nas redes sociais.  

Reportagem publicada neste fim de semana na revista "Veja" apresenta uma lista de 18 políticos supostamente citados pelo dono da construtora UTC como beneficiados de dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobrás.  

A presidente afirmou nesta segunda-feira, 29, em entrevista coletiva nos Estados Unidos, que não respeita delatores. Sobre as supostas declarações de Ricardo Pessoa em depoimento de delação premiada, Dilma afirmou que reconheceu doação de R$ 7,5 milhões da empresa investigada na Operação Lava Jato, mas garantiu que o dinheiro foi repassado legalmente. "Em outro trecho de sua nota, Aécio afirma que a presidente "realmente não está bem.

No caso de Aécio, as acusações de Youssef de que o então deputado tucano recebia parte da propina de US$ 120 mil mensais em uma diretoria de Furnas por meio de uma de suas irmãs não foram suficientes para que a Procuradoria-Geral da República requisitasse inquérito para investigar Aécio no âmbito do esquema Petrobrás. No início de março, em petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu arquivamento do procedimento relativo ao senador do PSDB.

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