Dilma não consegue andar com as próprias pernas, diz Serra

Tucano questionou apoio de Lula; para Marina, presidente deve ser exemplo de respeito à legislação

Julia Duailibi e Roldão Arruda / SÃO PAULO,

14 Julho 2010 | 21h08

Os candidatos à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, e pelo PV, Marina SiLva, criticaram nesta quarta-feira, 14, as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que promoveu a candidata do PT, Dilma Rousseff, em evento oficial do governo federal.

 

Serra chegou a dizer que a adversária "não consegue andar com as próprias pernas" e que isso acontece "quando a candidatura é produto de marqueteiros, de marquetagem". No lançamento do edital de licitação do trem-bala na terça-feira, 13, Lula elogiou a ex-ministra Dilma Rousseff.

 

Serra comentou os elogios de Lula ao deixar o encontro nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores) nesta quarta, em São Paulo.

 

O candidato do PSDB afirmou que tem andado pelo País "sem qualquer espécie de apoio governamental". E questionou: "Por que não faz a mesma coisa?" O tucano disse ainda que a atitude do presidente Lula, de usar a máquina governamental para promover sua candidata, "fere um sentimento de Justiça".

 

Exemplo

 

Para a candidata do PV, Marina Silva, o presidente Lula deveria ser o primeiro a dar o exemplo de respeito à legislação eleitoral. Para ela, que também participou do encontro da UGT, o fato de o presidente gozar de enorme popularidade não lhe dá o direito de atropelar a lei.

 

"O presidente, um homem que goza de alta credibilidade e popularidade e que tem carisma, não pode usar isso para extrapolar a legislação eleitoral. É preciso observar a legislação, porque o exemplo tem que vir do alto. Sou muito favorável à ideia de que quanto mais amigo do rei mais alta é a forca", afirmou.

 

"Nós, que somos pessoas públicas, e eu digo isso como senadora, devemos ter total observância da lei. E não é pelo fato de ser mais ou menos aceito pela população, de ser mais carismático, que nos dá o direito de extrapolar a legislação eleitoral", completou a candidata.

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