Dilma minimiza editorial inglês que indica voto em Aécio

Perguntada sobre editorial, Dilma afirma que 'The Economist' tem ligação com sistema financeiro internacional

JOSÉ ROBERTO CASTRO, Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2014 | 17h57

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, comentou nesta quinta-feira, 16, em rápida entrevista num hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo, o editorial da revista britânica The Economist que recomenda que os eleitores brasileiros abandonem a candidatura dela e apoiem seu adversário Aécio Neves (PSDB). Dilma disse ser direito das publicações deixarem claro aos leitores o posicionamento, mas ressaltou que a revista tem ligação com o sistema financeiro internacional.

"Eu acho que as revistas do mundo inteiro, tanto as nacionais quanto as internacionais, têm todo direito de tomar sua posição política e levá-la ao conhecimento de seus leitores. Agora, sei qual é a filiação da Economist, todo mundo do sabe. Ela é uma revista muito ligada ao sistema financeiro internacional", disse.

No editorial publicado nesta quinta-feira, a Economist afirma que, quando a presidente foi eleita, o Brasil parecia prestes a aproveitar todo o potencial dela, mas que, durante a gestão, a economia estagnou-se e o progresso social desacelerou. A revista diz ainda que Dilma continua favorita a vencer as eleições porque os brasileiros "ainda não sentiram o arrepio econômico em suas vidas". 

Perguntada se o editorial da revista era uma manifestação elitista, a presidente e candidata do PT à reeleição afirmou que não. "Eu não diria isso, eu diria que é uma manifestação do sistema financeiro internacional", completou. Essas foram as únicas perguntas respondidas por Dilma na coletiva concedida antes do debate do SBT.

Antes, a presidente e candidata do PT fez um pronunciamento sobre planos para integrar a educação nos níveis de creche ao ensino em tempo integral, passando pela alfabetização. Quando perguntada se não abordaria a falta d'água em São Paulo, Dilma respondeu apenas que falará "amanhã (sexta-feira) sobre isso": "Hoje, eu não tenho tempo".

Depois de a declaração atrasar em cerca de uma hora, a presidente e candidata saiu da sala direto para o helicóptero que a levará para os estúdios do SBT em Osasco, na Grande São Paulo.

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