Dilma minimiza críticas feitas ao SUS

Durante lançamento do programa Rede Cegonha, de atendimento a gestantes, em Belo Horizonte, a presidente Dilma Rousseff minimizou ontem críticas indiretas que ela própria fizera ao Sistema Único de Saúde (SUS). Depois de ter se referido ao SUS como "incompleto" e de ter "falhas", a presidente afirmou ontem que não se pode ficar "parado, de braços cruzados, olhando para o SUS e falando que ele é bom".

AE, Agência Estado

29 de março de 2011 | 08h46

"Agora temos de fazer um esforço para estar à altura do desafio que aqueles que lançaram o SUS, nos anos 80, tiveram o compromisso com o Brasil. Temos de transformar cada vez mais, a cada dia, o nosso SUS em um grande e em um ótimo sistema de saúde."

Dilma disse ainda ser importante criticar: "Nós estamos abertos a escutar críticas. Sabemos que só quem escuta pode melhorar. Aqueles que acham que atingiram o mundo perfeito nunca melhoram, nunca dão um passo". O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a presidente durante a viagem.

Cegonha e creche

Para a presidente, o SUS deve operar com qualidade para que o programa Rede Cegonha funcione - segundo o Ministério da Saúde serão investidos R$ 9,4 bilhões até 2014 em atendimentos que vão do pré-natal até os dois anos de vida do bebê. O programa, também uma promessa de campanha, foi anunciado como contraponto ao Mãe Paulistana, implantado em São Paulo na gestão de José Serra (PSDB), derrotado por Dilma em 2010.

O governo prometeu ontem que vai pagar táxi para gestantes atendidas pela rede pública. O vale-táxi é um dos pontos previstos no programa Rede Cegonha, lançado ontem. Segundo o ministro Padilha, o Transporte Seguro terá investimentos de R$ 262,6 milhões, o que representa 2,79% da verba prevista para o Rede Cegonha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.