Dilma mentiu sobre dossiê, diz presidente da CPI dos Cartões

Para Marisa Serrano, negar a acareação entre os vazadores do dossiê de FHC 'não é civilizado nem republicano'

Da redação,

27 de maio de 2008 | 10h24

A presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) abriu a reunião da CPI dos Cartões Corporativos dizendo que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, não falou a verdade quando disse que não existia dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Sabemos que foi feito um dossiê, onde foi feito e quem coletou os dados. A ministra Dilma não falou a verdade, ao negar a existência do dossiê, quando veio ao Senado. Mas ainda não sabemos quem mandou fazer o dossiê e por que foi feito", disse.  Veja também:Ouça explicações de Aparecido sobre o dossiê  Ouça assessor tucano confirmando 'amizade quente' com Aparecido  Ouça versão de assessor tucano sobre troca de e-mails  Veja o dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Teste seus conhecimentos: quem diz o que sobre o dossiê   Para a senadora, negar a acareação entre os supostos vazadores do dossiê "não é civilizado nem republicano". Ela se referia à votação dos requerimentos de acareação entre o assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes, e o ex-chefe de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires. Isso porque os depoimentos dos dois, na semana passada, revelaram divergências. Em reação às declarações de Marisa, o relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), disse que a senadora, na presidência da reunião da CPI Mista, não poderia defender o requerimento de acareação. O relator voltou a afirmar que uma possível acareação não irá contribuir para a elaboração de seu relatório sobre uso do cartão corporativo pelo governo federal. Outros deputados da base do governo também se manifestaram contrários às afirmações de Marisa Serrano. Improbidade O relator de sistematização da CPI dos Cartões, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) apresentou na segunda-feira, 26, ao Ministério Público Federal uma representação contra dezesseis integrantes do governo, entre eles a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua secretária-executiva e principal assessora, Erenice Guerra e o ex-secretário de Controle da Casa Civil, José Aparecido Nunes.  Sampaio, um dos mais ativos parlamentares da oposição na CPI, acusa-os de improbidade administrativa por envolvimento na elaboração do suposto dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.  Se a procuradoria entender como pertinente a representação, pedirá abertura de ação na Justiça Federal contra os citados, pois não há foro privilegiado para autoridades em processos de improbidade administrativa. A ação pode resultar em pagamento de multa e na inelegibilidade dos citados, em caso de condenação.

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