Helvio Romero/AE
Helvio Romero/AE

Dilma, Lula e Luiz Marinho inauguram unidade de saúde em SBC

Evento também transmitiu ao vivo inaugurações de UPAs em Brasília e na Bahia

Felipe Frazão, de O Estado de S. Paulo ,

05 de julho de 2012 | 14h40

SÃO BERNARDO DO CAMPO - A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), inaugurou nesta quinta-feira, 5, a Unidade de Pronto Atendimento Alves Dias no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo - ao lado do prefeito e candidato à reeleição na cidade Luiz Marinho e do ex-presidente Lula.

Simultaneamente, ocorreu a inauguração de UPAs no Recanto das Emas, cidade perto de Brasília, e em Porto Seguro, sul da Bahia. Houve transmissão pela TV ao vivo das cerimônias em dois telões de LED instalados na rua em São Bernardo e nas cidades. Com isso, Dilma se fez presente em três inaugurações ao lado de prefeitos ao mesmo tempo.

A abertura dos equipamentos de saúde com Dilma e Marinho ocorreu na véspera do início oficial da campanha eleitoral, e dois dias antes de a Justiça Eleitoral proibir que candidatos subam ao palanque em obras publicas.

Dilma destacou as ações federais em parceria com governos estaduais e municipais para a saúde. Ela fez questão de ressaltar que o programa "De bem com a vida", que oferece saúde mesclado com esportes nas UBS de São Bernardo, "é tocado por mulheres".

A conotação do evento se tornou mais eleitoral ainda após a Prefeitura espalhar faixas nas principais avenidas da cidade, convocando moradores para a inauguração. Ao lado delas, havia banners com fotos de Marinho e outros políticos de São Bernardo.

Funcionários da secretaria da Saúde de SBC disseram que agentes comunitários do programa Saúde da Família de todas as unidades foram convidados para comparecer à inauguração. Eles lotaram a solenidade, mesmo sob forte sol.

Alguns manifestantes que pediam a negociação da greve dos servidores da Universidade Federal do ABC com faixas e gritos de "pronto atendimento para a Educação" foram barrados. Cerca de 10 deles, com cartazes na mão, conseguiram entrar no espaço cercado por grades. Com gritos "O Dilma a culpa e sua, a minha aula é na rua" e " dinheiro pra Copa tem, pra educação tem que ter também" eles chamaram atenção da presidente, que os olhou com reprovação. A cada troca de discursos eles gritavam as frases.

Com a palavra, Marinho pediu "tranquilidade aos manifestantes, porque a greve e momentânea. "O conflito grevista passa, em algum momento tem acordo". Foi vaiado e ouviu gritos de "negocia". "O pessoal pode acalmar que as coisas irão para seus lugares na hora certa", disse Dilma, em mensagem aos manifestantes.

Antes de discursar, Dilma visitou as instalações com Marinho, Lula, a ministra do Planejamento Miriam Belchior e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Também candidato à reeleição, o prefeito de Diadema, Mario Reali, teve lugar garantido no palanque. Marinho fez questão de registrar a presença dele, de prefeitos da Grande São Paulo e de vereadores do ABC. "Senão eles não aprovam meus projetos na Câmara", disse Marinho.

O custo da UPA foi de RS 7,7 milhões, segundo a prefeitura - sendo R$ 2 milhões do Ministério da Saúde. Ao todo, o governo federal investiu RS 6 milhões nas UPAs.

 

 

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