Richard Drew/AP
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Dilma levantará bandeira contra racismo em discurso na ONU

Tema já havia sido abordado pela Presidente da República durante a Copa do Mundo no Brasil e será utilizado novamente em Nova York

Rafael Moraes Moura - Enviado Especial a Nova York, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 20h56

Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) levantará a bandeira contra o racismo em discurso a ser feito na manhã desta quarta-feira (24), na 69ª Assembleia Geral da ONU, segundo uma fonte do governo brasileiro informou ao Estado. O discurso contra a discriminação racial já havia sido reforçado pela presidente durante a realização da Copa do Mundo, no Brasil.

A presidente finalizará o discurso da assembleia na noite desta terça-feira (23), após reunião com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo. A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial foi procurada para orientar a formatação da fala de Dilma

Na véspera da Copa do Mundo, o papa Francisco enviou mensagem ao povo brasileiro em que defendia que é preciso superar "todas as formas de racismo". A presidente chegou a convidar o papa para a Copa, mas ele não veio. O combate ao racismo foi tema de uma campanha promovida pela Fifa durante o mundial, que dizia "Say no to racism" ("Diga não ao racismo", em tradução livre).

Conforme antecipou na última segunda-feira (22) o jornal O Estado de S.Paulo, a presidente aproveitará a tribuna da Assembleia Geral da ONU como palanque em nível internacional.

Orientada por seu comitê de campanha, Dilma fará um balanço do governo e levantará bandeiras sociais e ambientais, reafirmando o compromisso do Brasil com a inclusão social e o combate à fome, além da defesa da Floresta Amazônica.

Na assembleia geral, Dilma deverá fazer um discurso centrado no avanço das políticas sociais durante a sua gestão (2011-2014) e a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e destacará que, apesar da crise econômica mundial, o Brasil gerou emprego, manteve a renda de seus trabalhadores e não cortou direitos - na contramão das políticas austeras adotadas pelos países desenvolvidos.

O recente relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), que apontou que o Brasil saiu do Mapa da Fome, também deverá ser destacado na fala da presidente. De acordo com a FAO, o Brasil conseguiu reduzir em 75%, entre 2001 e 2012, a pobreza extrema - situação em que se vive com menos de US$ 1 ao dia.

Como fez nos últimos anos, a presidente defenderá na ONU a reforma do Conselho de Segurança, a criação de um Estado Palestino e a manutenção de um permanente canal de diálogo e negociação para os conflitos no Oriente Médio.

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