Dilma lança plano de proteção das fronteiras sem revelar custos

A presidente Dilma Rousseff lançou nesta quarta-feira um plano de proteção das fronteiras do país que terá ação conjunta entre os ministérios da Defesa e da Justiça.

REUTERS

08 de junho de 2011 | 13h29

O Plano Estratégico de Fronteiras, sem custos ou efetivo revelados, terá início imediato com foco no combate ao tráfico de armas e drogas, crimes fiscal, financeiro, ambiental e homicídios, especialmente em 34 pontos identificados como vulneráveis nas regiões de fronteira brasileira.

"O sucesso nessa empreitada vai ampliar nossa soberania e ampliar a relação fraterna com nossos vizinhos", disse Dilma durante cerimônia de lançamento do plano.

Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a ação do plano se dará por duas frentes: a Operação Sentinela, coordenada pelo Ministério da Justiça, com atuação permanente na região de fronteira, e a Operação Ágata, de coordenação da Defesa, com ações pontuais.

"Nunca tivemos uma integração capaz de garantir boa atuação e gestão", disse Cardozo, durante o lançamento do programa, que teve também a participação do titular da Defesa, Nelson Jobim, e outros ministros, além de embaixadores e representantes de países vizinhos ao Brasil.

Cardozo afirmou que haverá um aumento de 100 por cento no efetivo do Ministério da Justiça na operação e a incorporação da Polícia Rodoviária Federal à Sentinela, mas não informou números.

A iniciativa prevê também a integração das forças federais com as dos 11 Estados de fronteira do país. São 122 municípios fronteiriços e 710 localizados na zona de fronteira.

As ações dentro do governo serão coordenadas pelo vice-presidente, Michel Temer.

(Por Hugo Bachega)

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