Dilma lamenta rejeição do nome de Bernardo para ANTT

Presidente vai indicar outro nome, ainda não definido. Carvalho admite crise com a base

Rafael Moraes Moura e Tânia Monteiro

08 de março de 2012 | 11h51

Atualizada às 12h22


A presidente Dilma Rousseff "lamenta" a rejeição do nome de Bernardo Figueiredo, durante a votação no Senado para a sua recondução à direção-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), "mas respeita a decisão do Senado". A informação é do porta-voz da presidência da República, Thomas Traumann, que acrescentou que o governo vai enviar outro nome para avaliação dos senadores. A presidente, no entanto, não tem prazo para encaminhar esse novo nome. Por enquanto, fica no cargo de diretor-geral interino da ANTT o diretor Ivo Borges.


Na manhã desta quinta-feira, 8, um dos interlocutores mais próximos da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, admitiu nesta  que o Palácio do Planalto vive um "momento tenso" na relação com a base aliada.


Carvalho também se referia à votação no Senado. Na quarta-feira, 7, o governo Dilma sofreu sua primeira derrota no ano no Congresso Nacional, com a rejeição do nome de Bernardo Figueiredo à direção-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por 36 votos contrários e 31 favoráveis. Isso mesmo depois de a presidente mandar liberar verbas na tentativa de agradar aliados insatisfeitos com o controle sobre gastos dos ministérios e com o aperto na liberação de emendas dos parlamentares.


"As nossas relações com os partidos são duráveis, passam por momentos tensos, por momentos mais calmos", disse Carvalho, após participar de seminário em Brasília. "É um momento tenso, mas que vamos dialogar, vamos conversar, entender. Não é hora de nenhuma declaração precipitada, é hora de entender que a democracia implica em vitória, derrota e vamos avançando."


Para o ministro, a relação do governo com os partidos da base aliada é "suficientemente madura" e "bem fundamentada" para a "gente não sair rasgando as roupas de preocupação". "A gente vai com calma, conversar e recompor essa relação", disse Carvalho.

 

Ao deixar o local do seminário, o ministro mostrou-se confiante de que o governo vai superar esse momento difícil na relação com os partidos.

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