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Dilma: investir em infraestrutura torna o País mais forte

Além de inaugura uma obra, presidente assinou acordo para liberação de R$ 1,5 bilhão para SP

Gustavo Porto, enviado especial a Araçatuba (SP)

13 Setembro 2011 | 15h35

Araçatuba (SP), 13 - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, 13, que o Brasil não é responsável pela crise internacional, mas precisa ter condições de enfrentá-la. Durante evento de lançamento da pedra fundamental do estaleiro Rio Tietê, em Araçatuba (SP), e de anúncio de investimentos na hidrovia Tietê-Paraná, Dilma atribuiu a responsabilidade pelo recrudescimento da crise a outros países, sem nominá-los.

 

"Estamos dando um passo para tornar o Brasil mais forte para enfrentar a crise, pela qual não somos responsáveis e a qual temos condições de enfrentar", disse. "Porque fazemos, enquanto eles discutem como fica a crise das dívidas dos seus bancos", completou a presidente.

 

Para Dilma, a melhor forma de resistir à crise "é não ficar de braços cruzados, não nos atemorizar, mas continuar consumindo, produzindo, investindo em infraestrutura", afirmou, em uma referência à obra do estaleiro, na qual o governo federal investirá R$ 432,3 milhões. Além da obra, foi anunciado ainda um protocolo de intenções para liberação de R$ 1,5 bilhão - dos quais R$ 900 milhões do governo federal e R$ 600 milhões do estadual - para a modernização da hidrovia.

 

"Nós estamos aqui gastando nosso dinheiro em parcerias público-privadas, entre governo federal e governo estadual, para criarmos desenvolvimento, empregos e renda no nosso País. E isso nos torna forte porque sabemos que é a melhor forma de resistir à crise", disse a presidente.

 

Estaleiro. Em rápido discurso, Dilma lembrou que a obra é a primeira de um estaleiro a ser feita em uma cidade do interior do País, já que a indústria naval brasileira está situada nas cidades costeiras. "A gente mostra que é possível utilizar os rios para produzir, transportar e criar empregos numa cadeia complexa, que vai da agricultura ao estaleiro", afirmou a presidente. O estaleiro deve produzir 20 comboios com empurradores e barcaças com capacidade de transporte de 4 bilhões de litros por ano de etanol.

 

Para a presidente, a obra é ainda um exemplo da estratégia do governo para "ampliar a força do mercado interno de um país continental, que é a grande diferença em relação a tantos outros". Dilma citou ainda seu padrinho político e antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e lembrou que no governo dele 40 milhões de brasileiros foram alçados à classe média.

 

Alckmin. Dilma reeditou também o clima amistoso com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), comum nos últimos encontros públicos entre ambos, e lembrou que os investimentos na hidrovia serão feitos em parceria entre os governos federal e estadual. "Nós estamos ancorando nessa parceria com o governo de São Paulo, que se expressou dias atrás no cartão do Bolsa Família", afirmou.

 

Já Alckmin, com quem Dilma seguiu para São Paulo, afirmou ter ficado "entusiasmado com o empenho da presidente com a hidrovia" e lembrou que a ampliação do sistema modal deverá ampliar de 1% para até 6% o transporte hidroviário de cargas no Estado.

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