Dilma ignora quebra de sigilo em programa eleitoral

A propaganda do PT ignorou o caso da quebra de sigilo. O programa da candidata Dilma Rousseff procurou mostrar com imagens e números que as obras do governo federal não só melhoraram a infraestrutura do Brasil, mas também geraram emprego para a população. Eleitores elogiaram iniciativas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o projeto de transposição do Rio São Francisco que, segundo eles, ajudaram a distribuir renda no País. "Uma das coisas mais bonitas no Brasil de hoje é que todo mundo teve oportunidade de subir na vida", ressaltou Dilma Rousseff. A candidata do PT criticou as gestões anteriores por não terem, segundo ela, investido pouco na infraestrutura do Brasil e listou uma série de iniciativas que pretende realizar em um eventual governo do PT. "O Brasil passou muito tempo parado, sem projetos, obras e planejamento", afirmou. "Vamos investir mais em transporte público, criar 500 UPAs, abrir 2.800 postos de polícia comunitária e construir mais 2 milhões de moradias", afirmou.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

02 de setembro de 2010 | 22h04

Os demais candidatos repetiram as inserções exibidas no final da tarde. A propaganda de Marina Silva, do PV, criticou seus dois principais adversários, destacando que Dilma e Serra mostram em seus programas um mundo ''cor-de-rosa e azul'' que não existe na realidade. A presidenciável listou problemas reais enfrentados pela população brasileira em setores como segurança pública e saúde e disse confiar no eleitor para levá-la ao segundo turno dessa eleição. "Proponho desenvolvimento sustentável e uma política diferente", destacou Marina.

Rui da Costa Pimenta, do PCO, falou novamente do petróleo e dos trabalhadores da Petrobras que precisam de melhores condições. Zé Maria, do PSTU, defendeu a retirada das tropas brasileiras no Haiti. José Maria Eymael, do PSDC, citou que terá programa de metas sociais se chegar à Presidência da República. Levy Fidelix, do PRTB, criticou os adversários que lideram as pesquisas, ressaltando que são financiados pelos poderosos e banqueiros. Ivan Pinheiro, do PCB, disse que o Brasil deveria começar uma luta para tirar as tropas norte-americanas do continente. E Plínio de Arruda Sampaio, do PSTU, pregou igualdade para todos os cidadãos do País.

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