Dilma: governo Lula nunca concordou com nepotismo

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, corroborou hoje as declarações de ontem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra. Em entrevista ao portal Terra, Lula disse que Erenice jogou fora a chance de ser uma grande funcionária pública do País.

ANNE WARTH, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

24 de setembro de 2010 | 18h37

Em conversa com jornalistas na capital gaúcha antes de participar de um comício ao lado do presidente, Dilma disse que Lula não fez qualquer tipo de avaliação sobre o suposto esquema de corrupção da Casa Civil, mas sobre a contratação de parentes para cargos públicos. "Acho que o presidente está fazendo uma avaliação não sobre qualquer avaliação de corrupção, mas sobre uma questão com a qual não concordamos, que é a contratação de parentes e amigos", disse a candidata, que evitou condenar ou mesmo citar o nome de Erenice, seu braço direito na Casa Civil.

Dilma disse que o presidente Lula irá gravar uma nova participação em seu programa eleitoral para a última semana de campanha. "Seguramente ele vai gravar, não sei qual será o conteúdo", disse Dilma, sem esconder a satisfação.

Sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) apresentada pelo PT no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a obrigatoriedade de apresentar um documento com foto, além do título eleitoral, para votar, a petista disse não ter participado das discussões sobre o assunto. "O PT considera que seria uma forma de cercear o voto e diminuir a possibilidade de as pessoas votarem", afirmou.

A ex-ministra comemorou também o processo de capitalização da Petrobras, concluído ontem, e aproveitou para criticar o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Foi uma operação fantástica, muita gente dizia que não iria dar certo". "Não só conseguimos o dinheiro como fizemos a maior capitalização da história do capitalismo até hoje e ampliamos a participação da União na empresa", acrescentou.

Segundo ela, a operação feita na estatal "mostra claramente a diferença entre esse governo e o governo anterior: a forma pela qual concebemos a ampliação da Petrobras evidencia que não tivemos que vender patrimônio público para garantir capital para o programa de investimentos da empresa". Dilma disse que "a coisa mais brasileira da Petrobras é o nome, não precisamos mudar o nome, colocar o ''x'' para conseguir captar dinheiro no mercado internacional", referindo-se à possibilidade de mudança do nome da Petrobras para Petrobrax durante o governo FHC.

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