Dilma: governo cogita dois novos trechos para trem-bala

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou hoje que as obras de implementação do trem de alta velocidade que ligará São Paulo a Campinas (SP) e ao Rio de Janeiro devem ter início em 2011 e antecipou que o governo federal já estuda a expansão da linha para dois novos trechos, previstos no Plano Nacional de Viação. "A obra deve começar em 2011 e, além desse trem, o governo estuda dois novos trechos: de Campinas a Belo Horizonte e de Campinas ao Triângulo Mineiro."

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

01 Julho 2010 | 19h39

Ontem, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a dar início à licitação para a concessão do serviço de transporte. A previsão é de que o edital seja publicado na semana que vem. "A licitação deve acontecer em outubro ou novembro", disse a petista, em entrevista à Rádio Central AM de Campinas, onde cumpre agenda hoje.

A presidenciável defendeu também a utilização do aeroporto de Viracopos como alternativa para aliviar o excesso de passageiros nos terminais da região metropolitana de São Paulo. Dilma lembrou que, diferentemente dos aeroportos de Cumbica e Congonhas, o de Viracopos tem áreas ao redor que possibilitam a construção de terminais em caso de sobrecarga. "Vai ser um dos maiores aeroportos do País. Não é tão distante e será interligado, por meio do trem de alta velocidade, às duas maiores cidades do País: São Paulo e Rio de Janeiro."

Dilma antecipou que, até 2013, o governo federal irá investir R$ 870 milhões na expansão de Viracopos. A presidenciável não excluiu, contudo, a possibilidade de o Ministério da Defesa oferecer à iniciativa privada a concessão de um terceiro aeroporto na região metropolitana.

Propostas

Durante a entrevista de 30 minutos, Dilma avaliou a necessidade de o governo federal investir em tecnologia no combate ao tráfico de drogas. A candidata do PT considerou "muito grave" a entrada de drogas pelas fronteiras do País e constatou não ser suficiente a fiscalização física. "Nossa fronteira é muito extensa, não sendo possível colocar guardas em toda ela." Dilma defendeu o aumento do número de policiais e o investimento em equipamentos para o serviço de inteligência. "Vamos ter de tratar essa questão do crime e da sua porta de entrada, que é a droga, como uma das questões mais sérias do Brasil."

Em mais um sinal de que seu discurso está afinado com o do presidente Lula, Dilma defendeu que servidores em greve não recebam salários durante o tempo de mobilização. A presidenciável criticou paralisações em serviços fundamentais. Dilma respondeu a uma questão sobre a greve de funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Campinas, que já se estende por uma semana. "Eu acho muito complicado greves que dizem respeito a serviços que a população recebe. Tem de ver com muito cuidado essa questão."

Copa

No final da entrevista, Dilma deu seu palpite sobre o placar da partida contra a Holanda, amanhã. "Espero que o placar seja 3 a 0, mas acredito que será 2 a 0", arriscou. A petista disse que assistirá ao jogo em Brasília, ao lado de amigos e assessores de campanha, e admitiu ser muito supersticiosa. "É muito importante assistir ao jogo com a camisa da seleção, para dar sorte", afirmou.

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