Dilma festeja eleição e diz que harmonia da base não será quebrada

Presidente reuniu ministros, parlamentares e dirigentes do PMDB e do PT para um jantar de confraternização

Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo

07 de novembro de 2012 | 00h03

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff reuniu nesta terça-feira, 6, ministros, senadores, deputados e dirigentes do PMDB e do PT para um jantar de confraternização, no Palácio da Alvorada. Dilma comemorou o resultado das eleições municipais de outubro e disse que "a harmonia da base aliada não será quebrada" na disputa de 2014.

 

Antes do jantar, ela se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em quatro horas de conversa, os dois avaliaram o cenário político e as prováveis substituições na Esplanada após o resultado das urnas. Dilma fará uma reforma ministerial, no início do ano que vem, e vai abrigar o PSD do prefeito Gilberto Kassab.

 

"Ela está muito animada e fez um discurso exaltando o bom desempenho da base aliada nas eleições", afirmou o senador Valdir Raupp (RO), presidente do PMDB. O PT e o PMDB conquistaram cerca de 1.600 prefeituras. Dilma agradeceu especialmente o apoio do partido do vice, Michel Temer, na disputa em São Paulo, onde o PT conseguiu eleger Fernando Haddad para a Prefeitura.

 

Dilma é candidata a um segundo mandato, em 2014, e quer preservar a dobradinha com o PMDB, mantendo Temer como vice na chapa.

 

Animada e descontraída, a presidente também garantiu que o acordo entre os dois partidos será cumprido na renovação do comando da Câmara e do Senado, em fevereiro. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), é candidato à presidência da Casa. No Senado, o mais cotado até agora é Renan Calheiros (AL).

 

"Está tudo pacificado, da mesma forma que não existe dúvida quanto a nosso apoio em 2014", comentou Raupp. Questionado sobre o vaivém do PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ele desconversou: "Manteremos a harmonia da base." Deputados insistiram na necessidade da aprovação de uma reforma política, com financiamento público de campanha. "A presidente disse que vai deixar isso por conta do Congresso", afirmou Raupp.

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