Dilma faz estreia internacional hoje em cúpula do G-20

Lula deve levá-la aos encontros mais importantes, como o que terá com Sarkozy, para tratar da compra de caças

João Domingos, de O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2010 | 20h18

SEUL - A 50 dias de sua posse, a presidente eleita Dilma Rousseff fará sua estreia na política externa hoje e amanhã, em Seul, durante a cúpula do G-20, que reúne as maiores economias do mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, havia planejado levá-la a Seul já quando as pesquisas apontaram o favoritismo de Dilma na disputa presidencial - ainda antes do primeiro turno. Mas, por não ser o anfitrião do encontro, Lula não poderia convidar sua pupila a participar oficialmente da reunião. Coube então ao Itamaraty negociar com o governo da Coreia para que o convite fosse feito. E isso aconteceu na semana passada.

 

Algo semelhante ocorreu em 2008. O então presidente dos EUA, George W. Bush, derrotado nas eleições, convidou o sucessor Barack Obama para fazer parte da cúpula do G-20.

 

A diferença é que Dilma representa a continuidade do governo Lula, ao contrário de Obama, que era de oposição. Lula pretende levá-la para os encontros mais importantes, como o que terá com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para tratar da compra de 36 caças para a Aeronáutica.

 

Dilma mostrou-se esgotada depois de quase 30 horas de viagem de Brasília a Seul, mesmo tendo viajado na primeira classe. Assim optou por descansar.

 

Um dos motivos do recolhimento de Dilma até a chegada de Lula, hoje, é o cuidado em não ofuscar o protetor, que já está na fase das despedidas. Qualquer declaração que ela der sem a presença dele poderá ser interpretada como uma desautorização a quem é, de direito, o chefe do Executivo.

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