Dilma faz campanha na rodoviária de Brasília protegida por grades

Forte esquema de segurança foi montado para isolar candidata do PT

Carol Pires, do estadão.com.br,

28 de setembro de 2010 | 13h32

BRASÍLIA - A típica cena de campanha em rodoviária, em que o candidato faz corpo a corpo com o eleitor, come pastel e toma café pingado, passa ao largo da estratégia eleitoral da presidenciável petista Dilma Rousseff. Em visita a principal rodoviária de Brasília, no Plano Piloto, Dilma foi recebida com estrutura presidencial. Grades de ferro a separaram da população e dos cerca de 500 manifestantes reunidos. Só conseguiu se aproximar dela quem ficou espremido na linha de frente.

 

O esquema de segurança montado pela campanha formou um corredor de grades para fazer acesso da calçada onde o carro de Dilma estacionou até o balcão da lanchonete Tupã, onde ela fez um rápido lanche, de forma com que nem público nem imprensa pudessem se aproximar. Em cerca de 20 minutos que ficou no local, a petista passou metade do tempo falando com a imprensa, e no restante tomou café e comeu dois pães de queijo pequenos.

 

Vestindo uma blusa de botão rosa, combinando com a camiseta do candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, Dilma Rousseff concordou em comentar a última pesquisa Datafolha, na qual perdeu vantagem para os adversários, mas se limitou a dizer que neste momento da campanha "é normal que hajam subidas e descidas". Em contrapartida, apelou para que a militância "não esmoreça" na reta final.

 

"Nós estamos num momento da eleição que é normal que haja subidas e descidas. Então acho que devemos aguardar daqui para frente e o que eu queria fazer é um apelo para minha militância não esmorecer, ir para rua, disputar voto a voto", afirmou. O levantamento Datafolha mostra Dilma com 51% das intenções de voto. Levando em conta os 2 pontos da margem de erro, ela poderia ter 53% ou ainda 49% - alternativa na qual não estaria mais assegurada vitória no primeiro turno.

 

A petista, porém, não quis falar sobre um eventual segundo turno: "Você não pode achar que já ganhou. O primeiro turno é dia três. Pra saber o que vai acontecer, qualquer um de nós vai ter que esperar a urna, respeitar o eleitor, contar o votos". E quando instigada a responder com qual dos dois candidatos ela preferiria ir para o segundo turno, se esquivou: "Eu só se fosse completamente louca respondo a uma pergunta dessa".

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