Dilma fará visita oficial aos EUA em outubro

Será a primeira visita de Estado de um presidente brasileiro desde 1995, modalidade em geral reservada a parceiros mais estratégicos

atualizada às 19h49, Denise Chrispim e Altamiro Silva Júnior

20 de maio de 2013 | 14h32

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira a visita de Estado da presidente Dilma Rousseff a Washington em outubro. A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antônio Patriota, e pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em pronunciamento pouco antes de uma reunião. A previsão é que a visita ocorra no dia 23.

Até este domingo, 19, o governo norte-americano não confirmava nem a visita de Dilma nem o caráter de Estado, o que implica a presença nas sedes dos Três Poderes e um jantar de gala na homenagem da Casa Branca.

Patriota mencionou o interesse brasileiro na tecnologia americana de exploração de gás de xisto, ao ressaltar o interesse mútuo na área de energia. Kerry elogiou a atuação global do Brasil, como nos casos do Haiti e da crise humanitária na Síria. Dizendo-se fã de futebol, ele afirmou que espera ir ao País para a Copa do Mundo de 2014.

A visita de Dilma será a primeira desse tipo feita por um presidente brasileiro desde 1995, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a própria Dilma já visitaram os EUA algumas vezes, mas não em visitas formais de Estado.

Esse tipo de visita é normalmente reservado aos parceiros mais estratégicos dos EUA e há algumas formalidades, como um jantar de gala na Casa Branca e visitas às instituições norte-americanas, como o Judiciário e ao Congresso. O convite à Dilma para a visita foi feito pelo presidente Barack Obama em abril.

Na entrevista desta segunda, Patriota frisou que na agenda dos dois países há questões econômicas, comerciais e de investimento. Ele destacou, por exemplo, que o Brasil tem interesse de trabalhar em conjunto com os EUA na exploração de gás, aproveitando a tecnologia desenvolvida pelos norte-americanos para exploração do produto.

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