Dilma fará reunião para definir futuro de Palocci--fonte

A presidente Dilma Rousseff fará uma reunião nesta terça-feira para definir o futuro do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, no governo, disse à Reuters um ministro que participará do encontro.

JEFERSON RIBEIRO, REUTERS

07 de junho de 2011 | 16h30

Apesar de estar aliviada com a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar o pedido de investigação da oposição para apurar o aumento patrimonial de Palocci, Dilma ainda não está convencida. Ela avalia se o seu principal ministro reúne condições políticas de continuar na chefia da Casa Civil.

"Vai ser feita uma reunião de avaliação no final do dia", afirmou o ministro, que pediu para não ter seu nome revelado.

Desde segunda-feira, após o anúncio da decisão da PGR, Palocci telefonou para aliados no Congresso e no governo agradecendo o apoio e demonstrou disposição para continuar no posto.

"Espero que esta decisão (da PGR) recoloque o embate político nos termos da razão, do equilíbrio e da Justiça", disse o chefe da Casa Civil em nota, após a decisão da Procuradoria.

Até o horário da reunião com Dilma, Palocci ainda terá mais um teste. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), deve decidir se mantém ou anula convocação de Palocci na Comissão de Agricultura para explicar seu enriquecimento e as atividades da consultoria Projeto. Maia tem sinalizado que cancelará a votação feita na semana passada.

Apesar da situação política delicada do ministro, o mercado tem agido com cautela. Os investidores monitoram o noticiário, mas não há repercussão significativa nos mercados financeiros até o momento.

Nessa reunião, a presidente ouvirá de Palocci e dos ministros que estiverem presentes uma avaliação sobre quais os riscos de manter o auxiliar. Segundo relato da fonte, a situação de Palocci é tranquila, mas sua continuidade depende desse encontro.

A presidente ainda não confidenciou nem a auxiliares mais próximos se tem planos para a substituição do ministro. Contudo, um assessor que participou da montagem do governo durante a transição contou, sob a condição de anonimato, que a escolha de Palocci surpreendeu quando foi anunciada.

À época, o atual chefe da Casa Civil fora sondado para ser ministro da Saúde e teria recusado o posto. Com o passar do tempo, sem ser escalado para outra posição, ele foi nomeado por Dilma para o posto com o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assessores mais próximos de Dilma acreditavam que ela escolheria a atual ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para a Casa Civil.

Em meio à pressão para que se defina o futuro do ministro, inclusive por parte de aliados, a mídia vem apontando nomes de possíveis sucessores, entre eles o de Miriam, do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ou até a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster.

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