‘Dilma fará reforma agrária voltada para erradicar a miséria’, diz líder sem-terra

Bruno Maranhão, do Movimento de Libertação dos Sem-Terra, acredita que presidente vai agir de acordo com anseios do grupo

João Domingos, de O Estado de S. Paulo

29 de março de 2011 | 23h00

BRASÍLIA - O líder do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), Bruno Maranhão, prevê que a presidente Dilma Rousseff fará uma reforma agrária semelhante à defendida pelos radicais que o seguem, com ênfase para a erradicação da miséria. Pivô da violenta manifestação realizada em 2006, na Câmara, quando integrantes do grupo fizeram um quebra-quebra no prédio, Maranhão prestigiou nesta terça-feira, 29, a posse do novo presidente do Incra, Celso Lacerda. A manifestação era contra a lentidão na reforma agrária durante o governo de Lula.

 

O sr. acha que a presidente Dilma fará a reforma agrária que o senhor defende?

Entendo que a presidente fará a reforma agrária do século 21, do nosso sonho, voltada para a erradicação da miséria.

 

E como será essa reforma?

Nos últimos anos houve uma forte mobilização dos ruralistas, a judicialização da reforma agrária e uma composição conservadora do Judiciário, além de apanharmos da mídia. É preciso desbloquear tudo isso, valorizar a agricultura familiar, o setor que mais produz alimentos.

 

É possível fazer isso?

Estou entusiasmado com o momento. É preciso atualizar os índices de produtividade, baratear os alimentos. A Embrapa não chega aos assentamentos. É preciso fazer polos de desenvolvimento, oferecer assistência técnica e mais acesso à terra. Pegar 12, 14 assentamentos, e fazer uma agroindústria.

 

Como está o processo pelo quebra-quebra na Câmara?

Acho que vamos ganhar. Eu estava o tempo todo em locais onde não ocorreu o conflito.

 

 

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