Dilma fala o que sua equipe manda, critica Serra

Em entrevista concedida hoje à noite ao programa SBT Brasil, o candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, criticou mais uma vez declaração da adversária Dilma Rousseff (PT) de que, se eleita, vai "estender a mão" à oposição e afirmou que a petista fala o que a equipe de imprensa a "instrui para falar". "(Foi) uma declaração sem pé nem cabeça", disse o tucano. "Ela raramente diz uma coisa mais espontânea. É tudo preparadinho", disse.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 21h01

O candidato ressaltou a falta de experiência política de Dilma e lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não governará a distância, se Dilma for eleita. "O Lula, a partir de 1.º janeiro, não vai estar lá (no Planalto). Mais ainda: o Lula fora do governo não vai conseguir governar de fora." Serra afirmou que Dilma "não tem nenhuma" experiência política e "nunca disputou uma eleição".

Nos dois blocos da entrevista, concedida aos jornalistas Carlos Nascimento e Karyn Bravo, Serra rechaçou qualquer desânimo na disputa eleitoral, mesmo com sua adversária abrindo larga vantagem nas pesquisas eleitorais, e negou que não esteja recebendo grande apoio de aliados estaduais. "Eu estou lutando para ganhar e muito confiante nisso. Pesquisa é fotografia. O PT já está sentando na cadeira antes do Lula sair", provocou.

"Eu nunca vi pessoas que são a meu favor olhar como estão olhando, com entusiasmo, com fibra. Estamos para ganhar, os outros que ficam sentando em cadeira", emendou. O presidenciável do PSDB chamou de "tititi" e "fofoca" o fato de ter o seu nome pouco citado em programas eleitorais de aliados. "Estou com (Geraldo) Alckmin o tempo todo, mas a mídia não mostra", afirmou.

Problemas

Serra apontou que o Brasil vive um bom momento, mas ainda há problemas a resolver. De acordo com o tucano, na gestão do PT à frente do Palácio do Planalto a saúde "andou para trás", a segurança "tem andado para trás" e a educação "deixa muitíssimo a desejar". "Basta dizer que, da garotada de 15 a 17 anos, metade ou está atrasada ou não está na escola", criticou.

Como fez na tarde de hoje, na capital paulista, Serra acusou mais uma vez o PT de fazer "jogo sujo" na campanha eleitoral e apontou que o vazamento de dados sigilosos de quatro nomes ligados aos tucanos, pela Receita Federal, teria motivação política. "No Brasil, nesse esquema petista governamental, ninguém está garantido."

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