Dilma exalta PIB e acusa FHC de deixar País em situação 'periclitante'

Petista festejou resultados na economia, que 'são níveis que você vê hoje na China'

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2010 | 12h33

A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, afirmou que o crescimento do PIB brasileiro se iguala a índices chineses e, diante do bom momento econômico, acusou o antecessor do presidente Lula, o tucano Fernando Henrique Cardoso, de ter deixado o país numa situação "periclitante".

 

"Está crescendo 11% (na projeção do acumulado do ano). Nem na China, né. Ou seja, são níveis que você vê hoje na China. No final do ano vai ficar em torno de 6,5%, 7%", previu a petista, em entrevista ao apresentador Antonio Leite, da rádio Planeta Diário, em São José dos Campos. O crescimento do PIB no primeiro semestre, divulgado nesta terça-feira, 8, pelo IBGE, foi de 2,7% na comparação com o quarto trimestre de 2009.

 

Dilma criticou explicitamente a administração do ex-presidente FHC, sem citá-lo nominalmente. Ao explicar que foi convidada por Lula para conduzir a transição de governo em 2003, disparou: "Nós sabemos quem endividou (o País), vários governos sucessivos, inclusive o último governo (...) O Brasil estava em situação periclitante, situação de treme-treme". E emendou, ainda, neologismos do apresentador: "Estava funhanhado, tremelento, tremilicando".

 

Numa entrevista em que contou com a simpatia do entrevistador e em nenhum momento foi questionada sobre situações delicadas da campanha, como o provável afastamento do ex-prefeito Fernando Pimentel do núcleo político e a sondagem de petistas para a produção de dossiê contra o adversário José Serra (PSDB), Dilma afirmou ser a mais preparada para suceder Lula e garantir a continuidade das ações de governo.

 

"Eu ajudei a fazer esse Brasil diferente junto com o presidente Lula. Eu participei deste processo e do governo e ajudei o presidente a coordenar os ministérios e os principais programas do governo. Me sinto extremamente preparada", disse Dilma.

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