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Dilma estuda Prouni para africanos

Estudantes radicados no Brasil poderão usufruir do benefício, afirmou Gilberto Carvalho no Fórum Social Mundial

Andrei Netto, enviado especial

08 de fevereiro de 2011 | 23h00

DACAR - Em meio a toda sorte de discursos ufanistas, anti-imperialistas, críticos ao sistema financeiro internacional e em defesa da aproximação entre o Brasil e a África, o governo brasileiro anunciou nesta terça-feira, em Dacar, no Senegal, uma medida concreta: vai incluir estudantes africanos radicados no Brasil entre os possíveis beneficiários do Programa Universidade para Todos (ProUni).

 

A iniciativa foi comunicada durante uma reunião improvisada sobre o tema relações entre o Brasil e a África, realizada no 11.º Fórum Social Mundial. A intenção foi revelada pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, logo após ouvir a sugestão do senador Inácio Arruda (PC do B-CE) para que o governo tomasse medidas concretas que representassem benefícios aos estudantes africanos. "Estamos estudando de fato essa possibilidade de estender ou de criar o ProUni para africanos já radicados no Brasil", confirmou Carvalho. Ele disse ter sabido da adoção da medida pelo Itamaraty na segunda-feira. "É para estrangeiros que estão no Brasil e que têm dificuldades de acesso às escolas", resumiu.

 

A medida poderá, no futuro, ser estendida, em acordos bilaterais, a estudantes africanos que não vivam no Brasil. "Se isso se transforma em um programa de governo a governo, temos de estudar melhor", ponderou. "Precisamos ter como abrir isso, porque depois podemos gerar um problema."

 

Apesar dos aplausos dos presentes à conferência, Carvalho não revelou quando as mudanças entrarão em vigor. Criado em 2004, o programa, destinado a beneficiar estudantes de baixa renda, prevê a distribuição, este ano , de 123,1 mil bolsas - 80,5 mil das quais integrais - em 1,5 mil instituições de ensino superior de todo o País.

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