Dilma: estabilidade fiscal é condição fundamental

A presidente Dilma Rousseff afirmou, em entrevista a rádios do ABC paulista, que a estabilidade fiscal é a condição fundamental para os outros pactos, já que é preciso manter a estabilidade financeira. "Inflação está sob controle e fechará na meta este ano e só podemos gastar o que temos para manter estabilidade econômica e monetária", disse a presidente.

GUSTAVO PORTO, Agência Estado

19 de agosto de 2013 | 12h14

Além das obras anunciadas nesta segunda-feira, 19, a presidente afirmou também que o governo vai contribuir com 70% dos recursos para o Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo, que comemora 460 anos nesta terça-feira, 19.

Indagada sobre os impasses em projetos que mudam as leis trabalhistas avaliados pelo Congresso, a presidente afirmou que há "posição bem forte pró-terceirização dentro do Congresso", se referindo à pauta que pretende ampliar a terceirização, e admitiu que "o governo não pode definir o que o Congresso aprova ou não".

Ela afirmou que há uma mesa de negociação entre entidades sindicais, patronais e governo para buscar o consenso possível e ratificou que o "governo não concorda com qualquer processo e não vamos patrocinar qualquer processo que retire direitos dos trabalhadores".

Dilma citou como exemplo do impasse o fim da multa dos 10% do FGTS em caso de demissões, recursos que são destinados a programas habitacionais, aprovado no Congresso e vetado por ela.

"Não haverá por iniciativa do governo federal redução do direito dos trabalhadores. Os 10% não fomos nós que colocamos. Não podemos reduzir interesses dos trabalhadores e precarizar relações de trabalho", disse.

"Discutimos propostas que não afetem a sustentabilidade da previdência e direitos de novos trabalhadores", concluiu Dilma, lembrando ainda a importância política de São Bernardo do Campo, berço político do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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