Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Dilma está pagando um 'preço difícil' pelas mudanças na economia, afirma Levy

O dirigente da Fazenda destacou ainda que as medidas que o governo tem tomado são indispensáveis para e estabilização fiscal e retomada da demanda

Rachel Gamarski e Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 15h07

Brasília - Ao afirmar que o Brasil está enfrentando problemas de curto prazo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a presidente Dilma Rousseff está pagando um preço difícil pelas mudanças que decidiu fazer para reorganizar a economia. "O governo tem feito mudanças importantes e difíceis e são mudanças que a presidente assumiu e está pagando um preço difícil para que a gente possa estar vencendo o curto prazo", disse o ministro após almoçar com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, um dos cotados para assumir o cargo de ministro da Fazenda numa eventual saída de Levy. 

O dirigente da Fazenda destacou ainda que as medidas que o governo tem tomado são indispensáveis para e estabilização fiscal e retomada da demanda. "Brasil tem condição política de fazer reformas necessárias e se colocar num novo patamar", frisou. 

Bandeiras de sua gestão, Levy reafirmou a importância de realizar a reforma do ICMS e do PIS/Cofins e ressaltou que para o Brasil voltar a crescer, terá de enfrentar questões no longo prazo, além de ressaltar a importância dos investimentos em infraestrutura. "Sabemos que hoje é fundamental evoluir para baixar o custo Brasil. Produtividade não pode ser só no câmbio", afirmou. Com o dólar num patamar mais elevado, o ministro afirmou que o câmbio no lugar certo faz bem às empresas e indústria. 

A fala inicial de Levy estava marcada para acontecer na abertura do Encontro Nacional da Indústria, mas a agenda do ministro mudou em decorrência de encontros para dar encaminhamento ao orçamento e à meta fiscal no Congresso. Comprometido com o encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Levy mudou o horário da sua participação e acabou almoçando com Meirelles e com o presidente da CNI, Robson Andrade.

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