Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Dilma entrega unidades do Minha Casa Minha Vida em Maricá, no Rio de Janeiro

Futuros moradores que aguardam a chegada da presidente comemoram os novos 2.932 imóveis, mas famílias de região próxima protestam contra ação de despejo

Idiana Tomazelli , O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 11h01

RIO - A presidente Dilma Rousseff (PT) é aguardada por milhares de futuros moradores dos dois condomínios do Minha Casa Minha Vida (MCMV) que serão inaugurados nesta sexta-feira, 31, em Maricá, na região metropolitana do Rio. A cerimônia está prevista para as 11h, mas antes das 9h uma grande fila já se formava nos arredores.

A pensionista Helenilda de Menezes Britto, de 57 anos, mal pode esperar para se mudar para uma das 1.460 unidades do residencial Carlos Alberto Soares de Freitas. "Mas os cômodos são muito pequenininhos, não sei nem como vai dar", conta ela, que vai morar com três filhos e dois netos. Sair do aluguel, porém, vale a pena, comemora Helenilda.

O local da cerimônia, uma tenda montada no meio do residencial Carlos Marighella, que terá 1.472 unidades, já está lotado. Algumas pessoas reclamam do calor e do sol que incide diretamente sobre uma parte do público. Na entrada, havia distribuição de balões e bandeiras, e uma faixa estendida com os dizeres "Obrigado Dilma pelo fim do déficit habitacional" dá as boas-vindas à presidente. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), também é saudado pelo público, alguns vestindo camiseta do partido.

Protesto. Um grupo de moradores da Aldeia do Imbuhy, próxima à região, aproveita a movimentação para protestar. As famílias de lá têm 90 dias para desocupar suas casas, num local que é tombado pela prefeitura de Niterói, também na região metropolitana. Recentemente, três casas foram derrubadas. A ação de despejo é movida pelo exército e pela União.

Segundo Ailton Navega, presidente da associação S.O.S. Imbuhy, a comunidade está no local há um século e meio. "Viemos para tentar entregar uma carta à presidente Dilma. Sabemos que é difícil, mas precisamos tentar reverter a situação", disse. 

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