Dilma entra em campo para conciliar PT em Pernambuco

A presidente Dilma Rousseff entrou hoje em campo para apagar o incêndio provocado pelas tensões entre o deputado João Paulo Lima (PT-PE) e o atual prefeito de Recife, João da Costa. Após uma hora de reunião com a presidente e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, João Paulo comunicou à imprensa que permanece na legenda, apesar do cenário local marcado por turbulências.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

29 de setembro de 2011 | 20h42

A briga de João versus João decorre das mesmas ambições políticas para 2012: a eleição para a prefeitura. Costa, o atual prefeito, não abre mão de disputar a reeleição - no entanto, carece de carisma e a sua gestão não é bem avaliada pelos recifenses. João Paulo, por outro lado, deixou a prefeitura após dois mandatos com ótima avaliação - foi ele quem fez de João da Costa seu sucessor.

João Paulo disse que conversou com diversos partidos - PV, PC do B, PMDB, PR, PSB -, mas que, após o apelo de Dilma, optou por permanecer no PT. "Assumi o compromisso de que não sairia do PT", disse o deputado. Segundo ele, o ambiente estava muito difícil na "convivência interna".

Questionado se o partido lhe deu garantias de que poderia concorrer à prefeitura em 2012, o deputado disse que esse assunto não entrou na pauta de discussão. Sobre se faria as pazes com o atual prefeito, o deputado respondeu que não houve fato novo "que possa essencialmente criar esse ambiente com o prefeito".

Para a oposição, a briga interna é uma chance de voltar ao tabuleiro político municipal, nas mãos do PT desde 2000.

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