Dilma é vítima de 'leviandade clandestina', diz Lula sobre dossiê

Presidente se mostrou indignado com vazamento do documento, cuja elaboração é atribuída à Casa Civil

Lu Aiko Otta, de O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2008 | 15h11

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou-se indignado com o vazamento de dossiê detalhando despesas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e outras autoridades do governo anterior. A elaboração do dossiê  é atribuída à Casa Civil. "Não posso permitir, em sã consciência, que uma pessoa com a história da Dilma, que trabalha como a Dilma, que faz tanto para o Brasil, como a Dilma, seja vítima de uma leviandade clandestina", afirmou o presidente, ao final de almoço com presidente da Eslovênia, Danilo Turk.  Veja também:PSDB apresenta recurso para convocar Dilma ao SenadoGoverno usa 'rolo compressor' e oposição ameaça com nova CPICPI rejeita pedido para governo divulgar dados sigilososPSDB quer apurar vazamento de dossiê no governoGastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008CPI pede lista dos titulares que sacaram dinheiro com cartãoCPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHCDocumento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' CPI dos cartões: quem ganha e quem perde?  Entenda a crise dos cartões corporativos   Questionado sobre como o documento poderia ser clandestino se as informações são do Planalto, Lula afirmou: Se (quem vazou a informação)tivesse caráter, não seria clandestino". Questionado também se o Planalto está investigando quem vazou as informações, Lula respondeu que "quem recebeu sabe quem foi". O presidente confirmou que o autor do vazamento será punido, se for descoberto. Questionado sobre como o documento poderia ser clandestino se as informações são do Planalto, Lula afirmou: Se (quem vazou a informação)tivesse caráter, não seria clandestino". Em uma segunda entrevista,  no Palácio do Itamaraty, o presidente  voltou a fazer uma veemente defesa da ministra da Casa Civil. "As pessoas que têm uma história como a Dilma, que presta serviços ao País como ela presta, não pode ser vítima de uma chantagem", disse o presidente. Ele disse não ter "um milésimo de suspeita" contra a ministra. Para o presidente está se tentando criar uma situação constrangedora. "Mas o que se encontrou "foi um osso de galinha".   Lula disse lamentar a divulgação de um suposto dossiê com gastos do ex-presidente e de sua mulher dona Ruth, mas afirmou que não quer "acusar ninguém". Segundo ele, esta "não é primeira, a segunda, nem será a ultima vez que alguém tenta roubar documentos". "Não é justo que se faça isso com ela", disse o presidente, referindo-se à ministra Dilma.  De acordo com ele, a orientação que deu a seus colaboradores "é não parar de trabalhar". Ele disse que a ministra vai continuar viajando pelo País para divulgar o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). "E A CPI que apure", concluiu, referindo-se à CPI Mista dos Cartões Corporativos. Ele deixou há pouco o Palácio do Itamaraty, onde participou de almoço oferecido ao presidente da Eslovênia, Danilo Turk. (Colaborou Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo)

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