Dilma e TV chegam a acordo sobre resposta a sermão

Advogados da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) e da emissora católica Canção Nova pediram hoje ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que homologue um acordo que garante à petista e à coligação que apoia a sua candidatura o direito de responder a supostas ofensas veiculadas pelo padre José Augusto em uma homilia exibida ao vivo na terça-feira. No sermão, o sacerdote teria pedido aos fiéis que se mobilizassem e não votassem na candidata do PT.

MARIÂNGELA GALLUCCI, Agência Estado

08 de outubro de 2010 | 18h56

O religioso teria dito que o PT é a favor da interrupção de gestações indesejadas e que o partido e Dilma têm a intenção de restringir a liberdade de imprensa e de religião, de aprovar o casamento entre homossexuais e de transformar o Brasil num país comunista.

O acordo foi fechado um dia após a defesa de Dilma ter acionado o TSE para pedir que determinasse à TV Canção Nova que transmitisse uma resposta de 15 minutos da candidata e da coligação. Alegando que a emissora apresentou uma resposta institucional que atende em parte às suas reivindicações, os advogados do partido e da candidata concordaram em reduzir a resposta de Dilma para oito minutos.

Ao sustentar que a resposta ainda é necessária, os advogados afirmam ter levado em consideração "a possível interferência do episódio no pleito eleitoral". "Uma vez efetivada a referida veiculação, as representantes (Dilma e coligação) consideram-se plenamente reparadas e renunciam ao eventual direito de queixa em relação aos fatos aqui tratados, para nada mais reclamar da representada (TV Canção Nova), do Padre José Augusto, missionários ou colaboradores que porventura tenham tomado parte neste episódio, neste Juízo ou fora dele", afirmam.

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