Dilma e Serra reservam 2 dias de preparação para debate

O debate da Rede Globo será o último entre os presidenciáveis antes da eleição e é o único com potencial para alcançar índices expressivos de audiência

ANDREA JUBÉ VIANNA, Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

27 de setembro de 2010 | 17h47

BRASÍLIA - A última semana de campanha para os candidatos a presidente da República divide-se, na prática, em antes e depois do debate promovido pela Rede Globo, agendado para quinta-feira à noite. Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), que aparecem em primeiro e segundo lugar, respectivamente, nas pesquisas de intenção de voto, vão reservar dois dias para se preparar para o confronto.  

 

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O debate da Rede Globo será o último entre os presidenciáveis antes da eleição e é o único com potencial para alcançar índices expressivos de audiência. Por isso, tem caráter decisivo. O presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, afirmou que esse debate "vale por mil comícios".

Dutra se refere ao alcance de público: a expectativa é que ultrapasse dois milhões de telespectadores. Em 2006, o debate realizado pela emissora no primeiro turno alcançou 39 pontos de audiência, segundo o Ibope. Cada ponto corresponde a 56 mil domicílios, ou seja, foi visto por mais de 2,1 milhões de telespectadores. A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato à reeleição, é apontada como um dos fatores que o impediu de vencer a disputa no primeiro turno.

Dilma vai passar quarta e quinta-feira no Rio de Janeiro, de onde será transmitido o debate, preparando-se para o evento. Ela cumprirá uma agenda mínima, apenas para garantir a aparição no quadro "dia dos candidatos" do Jornal Nacional. José Serra também reduzirá o ritmo da agenda, mas deve se preparar para o embate em São Paulo.

A agenda mais imprevisível até o momento é a da candidata do PV, Marina Silva, que intensificou as atividades na reta final da campanha diante do crescimento nas pesquisas. Amanhã, por exemplo, ela visitará dois Estados: Pará, pela manhã, e Minas Gerais, à tarde. Nesse ritmo, não deve abrir mão de um dia de campo para se dedicar ao debate. Mas por ora, a coordenação da campanha faz mistério sobre sua agenda nos próximos dias.

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