Dilma e Serra falam de educação no Dia do Professor

A data comemorativa do Dia do Professor, celebrada hoje (15), levou o tema educação a protagonizar o horário eleitoral gratuito exibido na TV. Os dois candidatos à sucessão presidencial apresentaram propostas para a área e listaram iniciativas do PSDB à frente do Palácio dos Bandeirantes e do PT no comando do Palácio do Planalto. O tucano José Serra assumiu o compromisso de ajudar Estados e municípios a pagar os salários de professores do ensino fundamental e a petista Dilma Rousseff se comprometeu a oferecer "boa remuneração" aos educadores e uma "excelente capacitação". O clima de promessas para a educação, contudo, não eliminou os ataques entre os candidatos.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

15 de outubro de 2010 | 22h18

Na peça do PSDB, o locutor enumerou realizações do candidato do PSDB quando foi governador de São Paulo, como a implementação de ensino integral em escolas da rede pública e a criação de vagas nas escolas de ensino técnico. A biografia do tucano foi exibida, destacando a sua origem humilde e o tempo em que trabalhou como professor. "Vocês sabem que eu vim de baixo e ajudava o meu pai a vender frutas", disse Serra, segundo o qual sabe o que é ficar desempregado e sem dinheiro no fim do mês. O tucano assumiu dois compromissos, caso seja eleito presidente: tomar para si, junto com o ministro da Educação, a tarefa de melhorar a educação e ajudar os Estados e municípios a remunerar os professores de ensino fundamental. "Não tenho dúvida de que a educação é o grande desafio do próximo presidente", disse.

O tucano voltou a acusar o PT de atacá-lo com "mentiras" e de inventar informações para confundir o eleitor. Ele defendeu-se de propaganda da adversária que, ontem (14), disse que o PSDB só pensa em "vender o patrimônio público", referindo-se à sigla como "turma do contra". "Isso é típico. Na véspera da eleição, o PT sempre inventa coisas para confundir o eleitor", afirmou Serra.

De acordo com o candidato, nos últimos 25 anos todos os presidentes realizaram privatizações. Serra prometeu que, num eventual governo seu, irá fortalecer as empresas públicas, com destaque para a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa. No final da peça, o candidato apareceu lendo trecho da Bíblia, numa estratégia para angariar o voto dos religiosos.

A propaganda do PT listou iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da educação, sobre as quais a candidata garantiu que dará continuidade num eventual governo federal. A candidata petista prometeu dar prosseguimento a programas como o ProUni e a Universidade Aberta e aumentar o alcance de iniciativas como as escolas técnicas e o ensino a distância.

"Tem gente que acha que sou durona e exigente, mas não sou de brincar em serviço", garantiu a petista, que se comprometeu a oferecer boa remuneração aos professores e formação de excelência aos docentes. "Vou trabalhar para que todos os professores tenham ao menos um curso universitário", disse a candidata, que prometeu ainda criar 6 mil creches e escolas e construir unidades de ensino técnicas em municípios com 50 mil ou mais habitantes.

As críticas do PT foram para a gestão na área da educação de Serra quando governador de São Paulo. Os locutores acusaram o tucano de dizer uma coisa e fazer outra bem diferente e citaram entrevista de uma educadora de São Paulo que acusou o PSDB de economizar recursos na área da educação no estado. A propaganda criticou ainda o sistema de progressão continuada, no qual, segundo a inserção, os alunos passam de ano sem aprender, e apresentou imagens de conflitos entre policiais e professores em greve no Estado de São Paulo.

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