Dilma e Serra exploram debate e discutem privatização

A propaganda eleitoral dos candidatos à Presidência da República José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), exibida hoje (18) à noite na TV, voltou a apresentar cenas do debate realizado ontem na Rede TV!, quando ambos travaram um embate sobre temas como privatizações e educação. Os programas dos candidatos também repetiram comparações entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. Dilma questionou se o PSDB é favorável à valorização das empresas estatais, enquanto Serra afirmou que existem empresas públicas sendo usadas para interesses privados.

CIRCE BONATELLI, Agência Estado

18 de outubro de 2010 | 21h56

O programa de Dilma mostrou, logo no começo, um vídeo em que o presidente Lula questiona qual país o telespectador vai escolher: "O Brasil que dava errado, ou o Brasil que está dando certo e que Dilma vai continuar?" A propaganda destaca que, no governo do PT, 28 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e que 36 milhões ingressaram na classe média.

Dilma reforçou a ligação de sua imagem à de Lula. "Meu projeto é de transformação do Brasil, que teve início em 2002 com a eleição do presidente Lula." Ele defendeu as mudanças no País, como aumento do crescimento econômico, distribuição de renda e inclusão social. "Nós criamos quase 15 milhões de empregos. Eles (do PSDB) criaram menos, criaram em torno de cinco milhões. Nós criamos três vezes mais", destacou Dilma.

O programa voltou a explorar as denúncias envolvendo o ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. "Paulo Preto foi acusado por líderes do próprio PSDB de desviar R$ 4 milhões doados para um suposto caixa 2 da campanha de Serra", afirmou um ator durante o programa.

Foram retomadas as cenas do debate em que Dilma critica a postura do governo tucano. "Quem assinou o decreto de desestatização do sistema Eletrobras, Chesp, Furnas, Eletrosul e Eletronorte foi o candidato Serra", disse Dilma. O programa petista lembrou ainda que no governo tucano houve a tentativa de mudar o nome da Petrobras por Petrobrax, com suposto objetivo de "agradar o mercado internacional".

Serra - O programa tucano retomou cenas do debate em que Serra responde as críticas de Dilma sobre as privatizações e defendeu que há empresas públicas que ainda precisam ser "estatizadas". "Empresas que o governo é proprietário, mas são usadas para fins privados de um partido, de um grupo, ou turma", afirmou, citando a Petrobras.

O programa de Serra explorou a alta nas ações da Petrobras depois que as pesquisas de intenção de voto mostraram crescimento do tucano. "Saiu pesquisa nova, mostrando o Serra subindo e a eleição empatada. Para o Brasil, a subida de Serra na pesquisa já trouxe bom resultado. As ações da Petrobras se valorizaram depois de semanas de queda", afirmou um ator. Ele destacou ainda que, em reportagem publicada pelo site da revista Exame, o candidato é visto pelo mercado como melhor administrador público.

Serra defendeu a posição do Estado de São Paulo no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a proposta do PSDB de manter dois professores em cada sala de aula. Também fez a promessa de criar um milhão de vagas nas escolas técnicas do País, e lançar o ProTec, uma espécie de Prouni do ensino técnico.

O programa tucano retomou cenas do debate na TV em que Serra critica a entrada de "drogas e armas à vontade" no Brasil pela região das fronteiras. "A droga vem da Bolívia e o governo brasileiro não faz nada junto ao governo boliviano para parar essa droga", afirmou. Em seguida, apresentou proposta de atendimento hospitalar a dependentes químicos.

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