Dilma e Serra anunciam saída de cargos para disputar eleição

Tucano apresentará balanço de sua gestão, no Palácio dos Bandeirantes; petista deve ser homenageada pelo presidente Lula, no Itamaraty

estadão.com.br

31 de março de 2010 | 07h28

Os dois pré-candidatos mais bem cotados para ocupar a cadeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de janeiro de 2011 anunciam nesta quarta-feira, 31, que deixarão os cargos nos próximos dias para se enfrentarem na corrida pela Presidência da República.

 

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Líder nas últimas pesquisas de intenção de votos, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), apresentará logo mais, às 15 horas, um balanço de seus três anos de gestão. O evento reunirá o secretariado, aliados políticos e entusiastas da candidatura de Serra à Presidência. No evento, o governador também anunciará que irá enviar à Assembleia Legislativa na sexta-feira, 2, sua carta de renúncia.

 

Depois de sete anos e três meses no governo, a pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), deixará o cargo oficialmente em cerimônia com a participação do presidente. Primeiro, ela será homenageada por funcionários da Casa Civil, que prepararam um bota-fora exclusivo no auditório do Palácio do Planalto. Será nessa cerimônia de despedida, mais reservada, que Dilma pedirá à equipe apoio a Erenice Guerra, atual secretária-executiva da Casa Civil que assumirá o Ministério.

 

De lá, seguirá para a solenidade de posse coletiva de 11 novos ministros, que vão substituir os titulares candidatos, no Palácio Itamaraty. Em seu discurso, o presidente Lula fará um agradecimento especial à mulher que escolheu para sua sucessora, furando a fila no PT. Dirá que ficou impressionado com a capacidade de trabalho dela desde que a convidou para integrar a equipe como ministra das Minas e Energia. Dilma só chegou à Casa Civil em junho de 2005, quando o então ministro José Dirceu caiu, no rastro do escândalo do mensalão.

 

Em São Paulo, o PSDB paulista espera colocar 5 mil militantes na solenidade de despedida do governador, no Palácio dos Bandeirantes. Serão instalados dois telões no gramado, onde ficarão os filiados do partido.

 

Dentro, no Auditório Ulysses Guimarães, são esperadas cerca de 2.000 autoridades, como prefeitos, presidentes das câmaras municipais e líderes tucanos e de partidos aliados - foram enviados 4.000 convites oficiais pelo palácio, mas a expectativa é que apenas a metade compareça.

 

O diretório estadual chegou a expedir aviso aos militantes para que evitem ir com bandeiras e símbolos ao evento para não caracterizar campanha eleitoral antecipada. "O desejo da militância é compartilhar desse momento excepcional" declarou o secretário-geral do PSDB paulista, César Gontijo. O partido, que não tem uma tradição de militância como o maior adversário, o PT, conta com 170 mil filiados no Estado.

 

Com informações de Julia Duailibi e Vera Rosa

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