Dilma e presidente da África do Sul conversam sobre FMI

A situação na Líbia e a escolha do novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) foram os temas debatidos hoje à tarde, em conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. O contato, por telefone, durou cerca de 10 minutos.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

02 de junho de 2011 | 19h02

Em relação à Líbia, Zuma fez um relato sobre encontro que manteve com Muamar Kadafi, a pedido da União Africana, na viagem que fez a Trípoli na tentativa de encontrar uma solução pacífica para a crise. Sobre o FMI, Zuma afirmou acreditar que países em desenvolvimento devem ter uma oportunidade maior na direção do organismo internacional. As informações sobre a reunião foram relatadas pelo porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena Soares.

Os dois presidentes manifestaram preocupação em relação à deterioração da situação política e humanitária na Líbia. Também demonstraram preocupação com o fato de as ações na Líbia estarem indo além das previstas na resolução de 1973 do Conselho de Segurança da ONU. A presidente Dilma citou os impactos negativos para a população civil nessa ação dos países ocidentais. Por sugestão de Dilma, os dois países acordaram que vão tentar buscar no Conselho de Segurança da ONU saídas políticas para a crise líbia.

Sobre o FMI, Zuma defendeu maior oportunidade para países em desenvolvimento no comando da instituição. Dilma, por sua vez, disse que os emergentes precisam ser mais enfáticos na defesa de mais espaço na direção do Fundo. Em relação aos critérios de escolha do novo diretor-gerente do FMI, a presidente brasileira informou que é necessário seguir um processo aberto e transparente com base no mérito, independentemente da nacionalidade do candidato.

Zuma disse que a África do Sul está em processo de consultas informais com os Brics sobre o nome do ex-ministro das Finanças da África do Sul, Trevor Manuel. A ideia da África do Sul, segundo Zuma, é que o nome de um país emergente poderia angariar apoio em relação à direção do Fundo. Dilma argumentou que espera que o quadro se consolide para só depois tomar posição a respeito de qual candidato vai apoiar. Ela disse que a indicação do nome do ex-ministro sul-africano abre o leque de candidatos, permitindo uma maior exposição de ideias para a agenda futura do Fundo.

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