Dilma e Mercadante investem em cidades paulistas

Na tentativa de aumentar sua popularidade no Estado que possui o maior eleitorado do País e governado pelo PSDB há 16 anos, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, visita nesta semana a cidade de Ribeirão Preto e a Baixada Santista. Acompanhada do senador Aloizio Mercadante, pré-candidato do partido ao governo de São Paulo, a ex-ministra estará em Ribeirão na quinta-feira para participar da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), a maior feira do setor, que espera um público de 140 mil pessoas e um volume de negócios de R$ 860 milhões.

ANNE WARTH E REJANE LIMA, Agência Estado

26 de abril de 2010 | 17h06

Na sexta, também ao lado de Mercadante, Dilma visita a Baixada Santista. A cúpula do PT na região se reuniu para definir os locais onde a ex-ministra deve passar. O roteiro deve incluir as cidades de Cubatão, governada pela prefeita Marcia Rosa Silva (PT), São Vicente, do prefeito Tércio Garcia(PSB), e Guarujá, da prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB), que já foi do PT.

Também devem fazer parte da agenda uma visita às obras de dragagem do Porto de Santos e de avenidas perimetrais, que integram o Programa de Aceleração do Crescimento e têm gasto estimado de R$ 300 milhões. O PAC inclui também obras de urbanização, saneamento e combate a enchentes nas principais cidades da região.

Chamada de "mãe do PAC" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma deve abusar do tema durante sua campanha à Presidência da República e visitar obras que integram o programa em todo o País. Hoje, em entrevista à Rádio Brasil Sul, de Londrina, no Paraná, Dilma disse que o PAC, lançado pelo governo federal em 2007, começou quando ela coordenou a transição entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, em 2002.

"Ali, no governo de transição, em 2002, posso contar algo que nunca falei. O PAC começa ali, porque ali eu vi todos os problemas", disse. De acordo com ela, foi naquele momento que Lula definiu que a infraestrutura deveria induzir ao crescimento econômico.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.