Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Dilma é manutenção da 'mediocridade', diz Rosenberg

A consultoria Rosenberg Associados divulgou nesta segunda-feira relatório a seus clientes em que diz que "só muita torcida contra pode impedir uma pessoa racional de perceber como Dilma é favorita" e que a confirmação do cenário mais provável para as eleições mostra "continuidade da mediocridade, do descompromisso com a Lógica, do mau humor prepotente do poste que se transformou em porrete contra o senso comum".

LETÍCIA SORG E GUSTAVO PORTO, Estadão Conteúdo

11 de agosto de 2014 | 16h49

No relatório, assinado pela economista-chefe, Thaís Zara, pelos economistas Rafael Bistafa e Leonardo França Costa e pelo estagiário Eduardo Soares Bueno, a consultoria afirma que a presidente Dilma Rousseff (PT) está "plantada numa sólida diferença para os demais que, se não é confortável, é desencorajante" para os adversários, que terão bem menos tempo no horário eleitoral do que a petista. Para a Rosenberg, Dilma vai usar seu tempo para "alertar a classe baixa de que a elite está tentando anular suas conquistas e trazer de volta um passado de dificuldades".

Ainda no comentário, a consultoria diz que, com o cenário mais provável de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), São Paulo "tem tudo para continuar sendo o bastião da resistência ao bolivarismo". Na avaliação da Rosenberg, é "muito profunda a admiração do povo pelo seu governador discreto, muito enraizada a rejeição ao petismo para este quadro se alterar". Já ao Senado, a consultoria vê uma disputa "emocionante", em que a "rejeição visceral a (José) Serra equilibra a luta contra o surpreendente (Eduardo) Suplicy e o politécnico (Gilberto) Kassab".

O relatório ainda cita as denúncias da ex-contadora do doleiro Alberto Youssef na revista Veja para dizer que "mudam os práticos no Poder, mas não suas práticas". Consultada pelo Broadcast Político, a economista-chefe, Thaís Zara, afirmou que o posicionamento da consultoria é de independência. "Não temos ligação com nenhum partido político."

Mais conteúdo sobre:
eleiçõesRosenbergrelatório

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.