Dilma e Lula viram estrelas da convenção de Cabral

Embora ausentes da convenção estadual do PMDB que oficializou a candidatura do governador Sérgio Cabral à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata Dilma Rousseff foram os nomes mais citados nos discursos, no início desta tarde. Cartazes mostravam fotos do governador ao lado de Lula e Dilma e faixas exaltavam a parceria entre município, Estado e União, um mote da campanha de Cabral, que tem o slogan "estamos juntos".

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

27 de junho de 2010 | 17h10

"Trago uma mensagem da Dilma, para dizer que nós, eleitos, vamos continuar a parceria que o grande governo Lula fez com o Rio de Janeiro", discursou o presidente nacional do PMDB e candidato a vice-presidente, deputado Michel Temer (SP).

Representante do presidente, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fez um paralelo entre Cabral e Lula. Primeiro, disse que o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, responsável pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado, "é a Dilma do Cabral". Em seguida, Padilha referiu-se ao fato de a aliança do governador reunir 16 legendas. "Cabral, você é tão parecido com o Lula que até o número de partidos aliados é o mesmo. Nós governamos com 16 partidos", afirmou.

Padilha voltou a citar a crise na campanha do PSDB, por causa da escolha do senador tucano Álvaro Dias (PR) como candidato a vice de José Serra. "Temos muito orgulho de ter um vice que não causa problema, não divide, não causa crise na campanha. Um vice que agrega", alfinetou.

A convenção aprovou a chapa majoritária formada por Cabral, Pezão como vice, e os candidatos ao Senado Jorge Picciani (PMDB) e Lindberg Farias (PT). O governador, que em determinado momento chamou o presidente de "Luiz Inácio", citou uma série de ações resultantes de investimentos federais e estaduais."Estamos juntos para continuar pacificando todas as comunidades onde houver poder paralelo", afirmou, citando a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas, outro carro-chefe do governo. Cabral citou o presidente e sua mulher, Dona Marisa, como "amigos queridos" e definiu Dilma Rousseff como "combatente, amiga, valente".

Um dos coordenadores da campanha de Cabral, o ex-secretário de governo Wilson Carlos informou que o partido gastou R$ 40 mil na convenção. Os diretórios municipais, segundo ele, pagaram o transporte e o lanche dos militantes. A convenção não chegou a lotar o espaço da Fundição Progresso, centro cultural na Lapa com capacidade para 5 mil pessoas.

Passarela

Antes da convenção, o clima de campanha já estava presente em um compromisso de governo: Cabral levou Michel Temer à inauguração da passarela, projetada por Oscar Niemeyer, que liga a favela da Rocinha ao complexo esportivo que atende a comunidade. Apesar do protesto de moradores da localidade de Laboriaux contra desapropriações das casas que estão em áreas de risco e da reclamação pela dificuldade de acesso aos portadores de deficiência física, o ambiente era festivo e de agradecimento pela obra.

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