Cadu Gomes/EFE
Cadu Gomes/EFE

Dilma e Lula fazem ofensiva final para virar votos do PR

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia se reunido anteriormente com Valdemar da Costa Neto a fim de tentar garantir votos do partido

Ricardo Brito e Vera Rosa, BRASÍLIA

31 de agosto de 2016 | 11h44

A presidente afastada, Dilma Rousseff, telefonou para o líder do PR no Senado e um dos ex-vice-líderes do governo dela no Senado, Wellington Fagudes (MT), a fim de tentar virar a instantes da votação do processo de impeachment o voto da bancada do partido, que tem quatro senadores. Os principais alvos da bancada são Fagundes e o senador Vicentinho Alves (TO). Dilma passou o dia de ontem telefonando para senadores a fim de reverter votos.

Fagundes reuniu-se nesta manhã com o ex-deputado e principal liderança do PR Valdemar Costa Neto (SP). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia se reunido anteriormente com Valdemar a fim de tentar garantir votos do PR, legenda que apoio as gestões Dilma e Lula.

O líder do PR – que tinha sido internado no sábado em um hospital em Brasília após ter sido acometido por uma diverticulite – chegou há pouco no Senado, mas teve alta médica na segunda-feira. “Estou pronto para votar”, disse ele, em entrevista antes de entrar no plenário da Casa.

Aliados do presidente em exercício, Michel Temer, no Senado disseram que contam com os votos dos quatro senadores da bancada: além de Fagundes e Alves, contabilizam Cidinho Santos (MT) e Magno Malta (ES). O próprio Temer telefonou para Fagundes no domingo, quando ele ainda estava internado. Pelo Placar do do Impeachment, publicado pelo Grupo Estado, somente Fagundes é apontado como voto indeciso - o demais, favoráveis ao impedimento.

PMDB. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou ontem com o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB) a fim de tentar reverter os votos da bancada do Maranhão para impedir o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. O foco de Lula é nos dois senadores peemedebistas do Estado, Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia dele e de Dilma, e João Alberto Souza.

O receio dos dois senadores do PMDB é que eles pudessem perder o direito a concorrer à reeleição em 2018, uma vez que a ex-governadora e ex-senadora Roseana Sarney (MA), filha de Sarney, poderia voltar ao Senado.

A Coluna do Estadão antecipou que a bancada do Maranhão iria votar unida para condenar a presidente afastada. Além de Lobão e Souza, o senador Roberto Rocha (PSB) também vai votar a favor do afastamento definitivo de Dilma. 

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